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quinta-feira, 25 de junho de 2015

TEU NOME… SABÊ-LO BEM




(complemento e… final)





Ouviste-me por ti chamar, nos versos

últimos? E neles, perceber teu nome?

Apenas sugerido e subentendido

mas que a quem leu nem o apelido esqueceu?



Sempre tão susceptível e entendível

a cada nova rima sem ter rima

porque quem a rima faz somos nós

como àquele amor, jamais desmentido?



Dime, pensavas realmente, assim

que nos venceria a mentira, só porque

tem quem não sabe o que é amar, a quem se ama?



Ou como poderia sequer razão existir

se outra coisa houvera a existir (cobiça,

só cobiça) que não o amarmo-nos, eternamente?



Desgraçada gente, que não sabe,

que quem cuidou amar, amado sempre será.



Jorge Humberto

06/06/15



"Por decisão do autor, o texto está escrito de acordo com a antiga ortografia".

 

 

 

sábado, 6 de junho de 2015

TEU NOME… SABÊ-LO BEM




Entardece. Lá mais em baixo corre
serenamente o rio e a lembrança de teu nome.
Se não o escrevesse quase de certeza
que não me recordaria de ti em toda a
envolvência, que traz lembrarmo-nos
quem a lembrança mais almeja querer:
assim como a vontade que é do rio
quando corre tranquilo para a sua foz
porque esse é o desejo das águas e a certeza
de que algures tu vais lá estar.

Sim! Porque eu vou num barquinho
olhos postos no céu reinventando-te
a todo o instante; e conforme os pingos
das águas mais e mais me vão salpicando
na sábia voz do líquido melífluo é aí que eu
sei que estamos juntos, pois se primeiro
foi lembrança agora quem te carrega é
o meu pobre coração, qual não sei porque
não te esquece ele, quando de mim
bastas vezes nem sabes mais sequer se eu existo.
Enfim! Há coisas que existem e não têm
que ter filosofia alguma nisto tudo: é porque é
e o que tem de ser tem muita força, mais ainda
aquela que desconhecemos e só quando
o amor se aviva entre oceanos e fronteiras
Marítimas nos superamos contra ventos e marés.
E um raio de sol surge como que a dizer-nos:
no amor e na paz no bem-querer e na amizade
quem olvida uma segunda vez incorre num erro
tão maior do que dormirmos nele por teimosia
Entre uma e outra coisa, persisto em amar-te:
haja pois quem atire a primeira pedra
se há alguma coisa aqui que não tenha como verdade
o só dizê-la: verso ou prosa é uma rosa
senão tão bonita como tu mulher, não lhe negues
o viço que a mantém assim rejuvenescida
ano após ano, dia depois de outro dia
ao sol e à chuva ou quando visa o vice-versa
que é parte mais visível de quem vive para a intriga
já que a nossa realidade á sabermo-nos a dois.
Jorge Humberto
02/06/15
“Por decisão do autor, o texto está escrito de acordo com a antiga ortografia”.







terça-feira, 2 de junho de 2015

PARA OS OUTROS SEMPRE




Nem sempre serei para mim o melhor conselho

quantas bastas vezes sou algo de sozinho

não me encontrando sei que me olho no espelho

mas que razão me assiste se nem sei se há caminho?



Mas é aí que me estudo no discreto desenho

entre o vidro oblíquo e o que me está mais vizinho.

Porque por essa altura vai-se todo o desdenho

e eis quando me fica o que almejei: o secreto amigo.



E é para ele daí em diante eis todo o meu esforço

quando me procura expõe-me seus medos e o obscuro

e é então que lhe digo: é preciso saltar o muro!



Ir daqui para o outro lado, onde está o conforto

que diga-se é lá que está o novo mundo

que fará do inseguro ir buscar a si o mais profundo.



Jorge Humberto

31/05/15



"Por decisão do autor, o texto está escrito de acordo com a antiga ortografia".