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domingo, 24 de maio de 2015

ROTA FATAL





Jurei não mais voltar,
Imaginei poder esquecer,
E voltei
Ali, tudo parecia igual,
Árido, abandonado, ressequido,
A morte parecia estar sentada no acostamento,
Foi ali que fugi dela, da ultima vez,
Mas, tudo estava igual,
Ela parecia me esperar ali,
Como uma algoz paciente e decidida
Passar ali cheirava a sangue
A meu sangue,
As mesmas folhas secas se desfaziam ali,
Os rolos de poeira e galhos corriam para o mesmo lugar,
O sol escaldante lembrava deserto,
Eu estava só, ou seguida por ela...
Acho que foi a mão dela que fez o carro quebrar
Parecia que ali, ninguém passava
Devia ser conhecida a fatalidade local,
Não havia como pedir socorro,
Não havia pra onde ir,
E sinceramente, não havia porquê ficar...

Vera Celms
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ROTA FATAL de Vera Celms está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

2 comentários:

  1. por isso me considero pequeno ... ao ver a grandiosidade e a beleza se uma obra como essa
    amo amo amo

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  2. Bom dia maninha Vera, teu poema é grandiosos, e, como moleca teimosa, eu sempre volto aos lugares, para retocar a paisagem e deixar impresso o novo jeito de olhar, libertar.... Um poema que induz á profunda reflexão, adorei, parabéns, maninha MIL.

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