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domingo, 26 de abril de 2015

HOJE, DEIXO-TE PARTIR!




Há tanta tristeza neste quarto sozinho

que dói cada verso, só de pensá-lo

que outra forma haverá de imaginá-lo

se há tanta angústia sem sair do caminho?



É uma realidade e como tal adivinho

que quanto mais for vivenciá-lo

mais denso se torna o poema – deixá-lo

que a dor é precisa, neste bocadinho!



Mas sabem o que dói mais? Não ver

nem saber onde está, o que está doído

que não há paraíso pra quem não soube viver.



Ah, egoísta! Cala-te já! Quem foi a morrer

sobe-lo a todo o instante, andava moído

mas a ninguém, jamais, pediu outro sofrer.



Jorge Humberto

25/04/15

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