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sexta-feira, 10 de abril de 2015

DESVELADO AMOR




Quis a vida que eu fosse enjeitado

não fosse mais, de quem me disse, amor!

E tenho levado o dia-a-dia sem cuidado

pois que já bem me esquece essa dor.



Fiz juras; talvez tenha sido descuidado;

pois quando a fome é muita é só esplendor.

E vai-se andando de pecado em pecado

e de tudo se vai olvidando, o real valor.



Se perante a lei e Cristo um dia delinqui

não me queira mal o mundo tanto amor.

Porque eras tu mulher e eu em ti

tudo quando ensejei de todo meu labor.



Bem sabes, que basta pouco, dizer o tanto

que te amo, e mesmo que de engano

em engano, este meu escuro manto

que me cobre, se mostre só à luz do desengano.



Porque em ti sempre acreditei

e mais acredito no muito que me esmero.

E se num passado por ti me apaixonei

é no futuro almejado, que por ti espero.



Ah, doce rapariga, cada vez mais bonita

a meus olhos! Se houvera um dia outra qualquer

que não tu, pois te digo e acredita:

não seria nunca mas nunca, minha mulher.



Jorge Humberto

06/04/15

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