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sábado, 28 de março de 2015

DESVENTURAS DE QUEM SE NEGOU A MAIS SONHAR




Ah, ainda te lembras, rapariga, de como era

a vida, quando o tempo corria devagar?

E o azul era mais azul (aquele que o mar gera

o outro que o céu cobria) e só nos guiava o olhar?



Lembras-te? E lembras-te ainda como era

quando a espera tinha espera (dum sonho a divagar

numa lembrança de inda agora), de como era

o tempo, de um tempo, que tinha tempo para amar?



E quando o sol abria um sorriso no ar

e os namoradinhos passeavam-se no jardim

era como um exercício musical a solfejar…



Hoje, que lembras tu, rapariga, se nem soletrar

lembras mais, quando eramos tão assim

e a vida era a vida, com que sonhamos um dia alcançar?



Jorge Humberto

26/03/15

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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