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segunda-feira, 30 de março de 2015

O PALADINO!



Quanto tempo perdido quanta ganância,
e a um canto uma criança, que jaz morta no chão;
porque a guerra é darmos importância
a quem vai pela vida sem qualquer tipo de emoção.


Se olharmos para as coisas, com a devida distância,
saberemos separar toda e qualquer desunião;
que o que aqui conta é a irmandade, a indisfarçada elegância
e o quanto formos, com distinta elevação.


O que eram cidades hoje são só países divididos
(o terrorismo tirando proveito do desencontro das gentes),
e nos longínquos desertos – prantos e gemidos


porque a “guerra santa” é indiferente aos sentidos
genuinamente puros, que ainda assim largam suas sementes
quando lhes negam o Arauto, por muitos preteridos.


Jorge Humberto
30/03/15

sábado, 28 de março de 2015

DESVENTURAS DE QUEM SE NEGOU A MAIS SONHAR




Ah, ainda te lembras, rapariga, de como era

a vida, quando o tempo corria devagar?

E o azul era mais azul (aquele que o mar gera

o outro que o céu cobria) e só nos guiava o olhar?



Lembras-te? E lembras-te ainda como era

quando a espera tinha espera (dum sonho a divagar

numa lembrança de inda agora), de como era

o tempo, de um tempo, que tinha tempo para amar?



E quando o sol abria um sorriso no ar

e os namoradinhos passeavam-se no jardim

era como um exercício musical a solfejar…



Hoje, que lembras tu, rapariga, se nem soletrar

lembras mais, quando eramos tão assim

e a vida era a vida, com que sonhamos um dia alcançar?



Jorge Humberto

26/03/15

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

sábado, 21 de março de 2015

SEREI DESTE E DAQUELE




Serei deste e daquele, nada de mim.

Que quem tudo quer nada tem.

Mas não me usem nem abusem assim

quem tanto desprendimento não atém.



Se outros houvera, de outras maneiras,

quero-os aqui, da mesma forma com que eu

me mostro a esse outro: é como ir pelas lombeiras

de um livro, a atingir tudo quanto prometeu.



Serei tudo quanto for de mim, se no outro -

e apenas aí -, não houver qualquer presunção:

dele pra mim, como de mim à aqueloutro:

que é o mesmo e o outro diferente, por sua assunção.



E assim serei tudo o que quiser, pondo diligência

no gesto que aprouver: tão natural quanto eu!



Jorge Humberto

20/03/15

 

 

 

 

 

 

 

 

 

domingo, 15 de março de 2015

CUMPRA-SE DE NOVO ABRIL!




Contra os que nos têm ofendido

de falsas verdades se mostrando

àqueles que impunes vão desmentindo

as mentiras que nos vão deixando



(tão púdicos perante o que vão fingindo

tão cruéis proveitosos no desmando);

contra esses - na descontra do que nos é querido

e aos poucos e poucos vão matando



tudo quanto este povo, foi construindo-,

e contra aqueles, que este país, vão adiando;

contra estes fascistas, que nos vão denegrindo,



saia Portugal à rua e erga-se a Nação: unindo

o que nos une e unifica, perpetuando

o real valor de Abril: que são estas gentes prosseguindo.



13/03/15

Jorge Humberto

 

 

 

 

 

 

 

 

 

segunda-feira, 9 de março de 2015

A TODAS AS MULHERES!

Como poeta e como escritor, gosto de chamar as coisas, pelos seus nomes, e mostrar à sociedade, que estes dias, 08 de Março, não são dias de festividade, para todas as mulheres, quando quem mais lhes deve reconhecer mérito, e mostrá-lo ao mundo, porque têm os meios próprios e adequados, para isso, e as omitem, calam e nada fazem, é pois o machismo, quem ainda dita, mais alto, a sua voz. Já à mulher, àquela que vende capas de revista, "cor-de-rosa", e é convidada a ir à televisão, dizer parvoíces, ostensivamente maquilhadas, no excesso da submissão e do ridículo, que o homem lhe impõe, para seu gaudio (deles), não é com certeza, a essa mulher, ou mulheres, a quem eu mais dedico a minha singela homenagem - e que é feita todos os meus dias -, mas àquela, a que foi enganada, pelo esposo e abandonada à sua sorte, de uma vida madrasta, com os filhos pela mão, em tenra idade, e com o mundo descambando à sua volta; é para essas e é para aquelas, que logo arregaçam as mangas, enxugam as lágrimas, para que os filhos não as vejam fragilizadas, e passam a ser pai e mãe, ao mesmo tempo, tendo dois ou mesmo mais empregos; ou àquela, que é agredida, nos claustros machistas, que elas não supuseram mas sonharam, um dia, ser a casa do seu sonho, para namorar seu esposo - que em namoro lhes prometeu, o que não viria a cumprir, depois -, e aí ter seus filhos e criá-los juntos; é para essa e é para essas, mas mais ainda, para aquela e para aquelas, que todos os dias são assassinadas, porque a policia, logo à primeira bofetada, não agiu, e ao impropério revanchista calou, quando a mulher se deslocou ao posto policial, pedindo ajuda, e as senhoras e os senhores policiais, nada fizeram, para a proteger, dizendo-lhe, que, se calhar, "a senhora até pediu, para que tal viesse a acontecer, minha querida…, sabe que o homem não é de ferro!", mandando-a, de seguida, de volta à casa dos horrores, onde, obviamente, continuou a ser perseguida, espancada, maltratada psicologicamente, até chegar o inevitável: o assassinato; é para essa e é para essas Mulheres, em particular, a quem eu mais dedico a minha homenagem: hoje, ontem e amanhã…. E sempre!...

(Embora reconheça que, cada vez mais, a sociedade, já vai agindo, mais de acordo com os valores morais, que as nossas mães, nos passaram. E os provérbios, que diziam, pasmem-se: "cá em casa manda ela, mas nela mando eu", ou "entre marido e mulher não se mete a colher", na maioria das vezes, hoje, já não colhe e são votados à indignação, passando à força da reivindicação: há que mudar, já se ouve!).

Acresce aqui dizer, que, em Portugal, uma em cada 3 mulheres, é morta, todos os dias, pelos seus maridos, e que, cada vez mais, é no namoro, que tudo começa.

É pois, para essas e para aquelas que, a pulso, reivindicam, com muito trabalho, esforço e profissionalismo, o seu direito, a serem reconhecidas, como parte integrante, das sociedades modernas, onde vivem e fazem viver, que vão os meus votos sinceros, de solidariedade. Assim, Bem- Hajam, a essas mulheres! A todas elas: Feliz Dia da Mulher – todos os dias.

Beijinhos, a todas as Mulheres!



Jorge Humberto

08/03/15

sábado, 7 de março de 2015

HOJE E AMANHÃ, RAZÃO DE MEU VIVER!





Tempos meus, que são tempos no porvir

hão-de estas minhas mãos quere-los aqui:

e de ora em diante sentir que os vivi:

com uma força tal que só tem o que há-de vir.



E o que vier desta forma será tudo a existir:

arcos, flechas, terras semeadas, além e ali;

novas invenções; altas gruas, outras casas aqui;

e ora nós e nós em todos e extensos jardins, a florir.



Ah, querem-nos presos, às correntes do passado!

Que a mentira, dita muitas vezes - vezes demais -,

torna-se na verdade, de quem mente, em demasiado.



Por isso, eu digo, há um caminho, que se quer desejado!

E o que é de hoje e de amanhã – e mais e mais -,

espera-nos mais à frente, há espera de ser ultrapassado.



Jorge Humberto

06/03/15

 

quarta-feira, 4 de março de 2015

AMOR INFINITO... POEMAS MIL.





AMOR INFINITO


É este que me abraça,

em suas asas me envolve,

faz-me sentir protegida e amada...

É quando você entra pela porta,

olha-me com um sorriso terno,

abre os braços e pede seu beijo,

um demorado beijo!

INFINITE LOVE

Is this that hold me,

in its wings involves me,

It makes me feel

protected and beloved ...

Is when you walk through the door,

look at me with a tender smile,

Open your arms

and ask your Kiss,

a long kiss ...


Maria Iraci Leal/MIL

POA/RS/Brasil

 01032015

rights reserved

domingo, 1 de março de 2015

VOCÊ SE EQUIVOCOU... POEMAS MIL.


Você se equivocou... 

Ouviu apenas o seu íntimo, 
pensamentos seus, não meus. 
Sua alma perdida em conjecturas ínfimas, 
destruiu o sentimento lindo, 
colocou tudo a perder... 
Meu refúgio seria este afeto amigo, 
que pensei em ter. 
Sofri, senti o vazio 
até que pude entender. 
Nem tudo é como se imagina, 
palavras podem ser alegorias, 
enfeites para fazer um carnaval. 
Entendi que nada foi especial, 
apenas versos sem rima,
algo qualquer, sem tino... 
Hoje recolho-me ao meu eu,
pleno de amor, paz e sentido, 
foste apenas a lição aprendida, 
pra eu discernir verdade de mentira! 
Hoje graças ao amor que me nutre, 
sei de ti, que sem motivo tentou ferir-me. 
Sei que foi o seu íntimo 
perdido de Deus e do amor que une! 
No mundo há tanto que relevamos,
mas que jamais seja a falta de Deus 
e do amor que abriga... 

Maria Iraci Leal/MIL 
POA/RS/Brasil 
18/02/2015 
Obra protegida