Pesquisar este blog

sábado, 28 de fevereiro de 2015

POEMA AMIGO




Amigos vêem até nós como águas a sossegar

velas velozes de um barco tremendo

quando os mares se agitam de par em par

ou quando tememos o que somos ou vamos sendo.



São como faróis de fortes luzes a debruar

as noites mais ricas e até as mais esconsas crendo

quando mesmo num raro sopro a assoprar

nos levam a bom porto seus braços estendendo.



Mas amigos são também como o silêncio que é de ouro

quando nos escutam as pressas de chegar

ou quando nos apontam o caminho mais duradouro.



Razão de ser deste meu poema que quis sincero!

Porque amigo que é amigo nasceu par’amar

não esconde nem finge e fá-lo com esmero.



Jorge Humberto

26/02/15

 

 

 

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

PARA A DOUTORA EMÍLIA




Amiga minha sempre atenciosa que a profissão

assim o exige nunca um trejeito forçado

lhe notei nos lábios antes uma compreensão

notável e a ninguém a indiferença no traço traçado.



E esse fascínio de cada vez que nos encontramos

sempre supera as diferenças mais normais

pois é de amizade que falo sem desmandos

quando juntos em confidências nos vemos iguais.



Tudo lhe devo caríssima doutora Emília

a alegria que sinto quando venho até ao seu mundo

que para mim sempre a vi como da minha família

nas conversas tidas que vêem lá bem do fundo.



De si jamais esquecerei guardada no meu coração

num baú tão antigo como sempre renovado

porque se a vida me faz chamar de bom irmão

aos que enfim sempre ficaram a modos de um tratado.



Jorge Humberto

16/02/15

 

 

 

domingo, 22 de fevereiro de 2015

CANÇÃO PARA UMA AMIGA

Minha amiga,
companheira,
que na distância persistes,
por entre sonhos
e marés,
mostrar a todos
quem és,


é pela verdade
que existes,
ó companheira, minha amiga -
entre sonhos
e marés.


Entre sonhos
e marés,
di-lo  a todos, di-lo a todos,
quem és:


e di-lo,
di-lo, por favor,


por entre sonhos
e por entre marés,
ó minha amiga e companheira:


quem tu és,
quem tu és?


Jorge Humberto
22/02/15

ACOSTAMENTO DA SUA ESTRADA





Pegue minha mão,
Estarei no acostamento da sua estrada,
Esperando você,
Leve-me para o seu esconderijo,
No horário mais propício
No momento mais discreto
Cochicha meu nome,
E te responderei com um olhar,
Para não nos delatar,
Sorria, pois que meu sorriso espera o seu,
Prepare-se para um abraço,
Pois será no seu pescoço que estarei,
no momento seguinte,
no movimento seguinte,
completamente ofegante,
Louca, completamente louca,
Quero te apertar em meus braços,
Até sentir que somos um afinal,
E então sentir suas mãos em mim,
Como se meu próprio corpo eu tocasse
Como  seu corpo,  tocado fosse por você,
Saberíamos então, exatamente,
como e onde,
Seríamos exatamente felizes...
Para sempre, ou
Pelo tempo que tiver de durar...

Vera Celms
Licença Creative Commons
ACOSTAMENTO DA SUA ESTRADA de Vera Celms está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional

domingo, 8 de fevereiro de 2015

MOSTRA PRA MIM





Imagem virtual madura,
Quanto já te quis!
Pernas, pelos, postura máscula,
Macho delirante poético,
Poeta de poucas letras, muitas palavras, infinitas intenções,
De poucos músculos e muita ousadia,
Por baixo da sunga discreta, esconde-se tua perversidade,
Que me olha sombria, pela trama da lycra escura,
Sei de teu formato intimo,
Sei da força da tua libido,
Sei de cada expressão excitada, no teu rosto,
Teus olhos se apertam, sem deixar de ver
Teus lábios, mordidos lambidos, avermelham-se
Tuas mãos desalinham teus cabelos,
ar de menino brincando,
suado, entrando correndo no quarto...
continuando a brincar...
Conheço-te sem disfarces,
Com os óculos embaçados de suor, caindo do rosto,
Com as mãos inquietas e travessas,
Bem além da pose da foto,
com água na boca, com tesão no olhar,
Lembrando ansiosa, quando me pedia,
salivante, quase suplicante:  - mostra pra mim?!!!

Vera Celms
Licença Creative Commons
MOSTRA PRA MIM de Vera Celms está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

AINDA HÁ QUEM DIGA QUE ISTO NÃO EXISTIU

 (70 anos após o fim d 2ª Guerra Mundial)

“Trabalhar dá saúde”, lia-se no portão
De Auschwitz fim de todas as esperanças
Onde as frágeis flores no fim da estação
Separadas assistiam às hediondas matanças.


Judeus, homossexuais, ciganos e demais
Trabalhavam enquanto as forças permitiam
Com um naco de pão abaixo dos animais
Como coisas eram gaseificados e assim morriam.


Depois em valas comuns e em fogueiras ao léu
Perdiam toda a dignidade e iam para os fornos…
Crianças fugiram a Mengel e veio o escarcéu


Quando então em debandada os nazis fugiram
Quando os monstros foram pegos pelos cornos…
Pelos soviéticos salvando os que resistiram.


Jorge Humberto
02/02/15

domingo, 1 de fevereiro de 2015

SOBERBA






Arrotas soberba,
O mundo gira na tua primeira pessoa,
O sol levanta cedo pra clarear teu dia,
E deita a noite pra que descanses,
Tua carteira é a justa medida,
Tua coleção, andaria anti-horário a um pedido seu,
Se tivesses acordado em tempo, seria perfeito:
Músculos, mente e poder,
Incontestável, tua opinião que tudo vê, prevalece,
Poderes de deus são teus,
Matar só alimenta negativo carma,
Morrer, seria só a prova do erro,
Carinho não conheces,
Romantismo, não cabe,
Monstro do visitado oriente,
Temo teus gestos, tuas ações são brutas,
A fêmea animal, é o que buscas,
Procura o domínio total,
Não há abraço sem intenções,
Não há olhar sem convite,
O mundo não gira sem você...
Quero distancia do teu poder,
Girando em rota oposta,
Até não mais...

VERA CELMS
Licença Creative Commons
SOBERBA de Vera Celms está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.