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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

SE QUERES ME ENCONTRAR...



SE QUERES ME ENCONTRAR... 

Se queres me encontrar, 
saia da terra saia do chão, 
viaja no pensamento, 
na carona de um cometa, 
siga o rumo das estrelas, 
sinta o meu coração... 

Não tenhas medo de voar, 
viver os sonhos mais loucos, 
abraçar e beijar-me na boca,
não tenhas medo de amar! 

Eu estou lá, 
onde tudo é possível, 
onde o amor é infinito... 
Lá estou, 
em quimeras viajando, 
em ti sempre pensando, 
sonhando 
meu sonho mais bonito, 
adormecida 
num raio de luar. 
Estou lá esperando 
que venhas me buscar! 

Maria Iraci Leal/MIL 
POA/RS/Brasil 
03/06/2011 
Obra protegida

domingo, 18 de janeiro de 2015

FATAL





Com a corda em torno do pescoço,
Com o cano da arma sobre a cabeça,
A seringa com a droga letal sobre a mesa,
Pedir perdão, arrepender-se
Corredor da morte...
Com a vida por um fio, recorrer ao céu,
Nada livra um condenado,
Corredor já gasto de tanta andança,
Noites de insônia, dias de jejum,
A culpa briga, esbofeteia, joga o condenado ao chão,
Ao fundo do poço,
Caminho sem volta,
O mundo tem suas leis,
Os países tem suas leis,
Nem todos são complacentes,
Nem todos afrouxam a corda,
Nem todos molham a munição,
Os valentes mantém a aposta,
Fazem valer suas leis
Não voltam atrás,
Fazem pagar o endividado,
Fazem cumprir a pena,
Fazem amargar prisão,
Entrar em território desconhecido,
precisa um pouco mais do que coragem,
é preciso noção,
Noção exata de que a lei tem de ser justa,
Pra quem impõe o preço e pra quem o paga...
Entrar no quintal do vizinho pode ser perigoso, e pode ser fatal...

Vera Celms
Licença Creative Commons
FATAL de Vera Celms está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

JE SUIS CHARLIE!





Segue teu caminho,
Com o peso do mundo sobre as costas,
Com as armas enferrujadas desmontadas,
escondidas sob tuas asas negras deformadas,
Voar jamais poderia,
Tuas asas não eram pra voar, mas pra esconder monstros...
Agora vai, com todos os perdidos agarrados em ti,
Fazer vitimas, pode parecer inócuo,
Mas, não é aqui, pago o tributo,
Serão muitas dores, muito ranger de dentes,
Muito desespero, solidão e escuridão,
Todas as tuas vitimas lhe cobrarão gritando,
Assombrarão tuas lembranças todas, com horas de aflição,
Momentos de loucura, desespero,
A multidão, aqui da Terra, marcha sobre teu nome,
Tua imagem é tratada como aberração,
Carrega agora o peso do mundo,
na culpa que todos te atribuem,
já que, não sente culpa pelo terror deliberado,
Serão milênios, na sombra de que Deus for,
Não será visto, não será socorrido, não será perdoado,
Não se comete crimes em nome dEle,
Também não se escondem culpas,
E todo o solo que pisar, estará coberto de sangue,
E tuas asas negras, perecerão como tua alma,
roídas, dissecadas, carcomidas,
pois pela casa dEle, ninguém passa impune...
Je suis Charlie!!!

Vera Celms
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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

SÓ SE FOR POR PRAZER





Gritemos despautérios,
Absurdos ridículos,
Afrontemos as convenções sociais,
Não precisamos dar nome ao que temos,
Nem ao que vemos,
Nem ao que fazemos,
Façamos e só...
Crianças transgressoras,
Loucos despreocupados, desconectados,
Prazer, é o único nome possível
Muito prazer, é o superlativo
Gostar já basta,
Amar é só retórica,
De verdade, façamos do prazer bandeira,
Pulemos cercas,
Atravessemos limites,
Invadamos murados jardins, salas fechadas, segredos,
Perfeito é tudo existir,
Mais que perfeito, exagero
Olhar alguém em pleno êxtase,
E sorrir singelo,
Olhos falam, pele fala, olfato conta...
Afinal, muros derrubados,
Agora, sigamos em frente,
Mas, só se quisermos... e por prazer...
Brindemos a isso?

Vera Celms
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NÃO VÁS, AMIGA!








Como dizer-te adeus, minha querida amiga,

Sem que a dor de não mais estarmos juntos

(Às minhas queixas ou na mui felicidade até agora tida

Amiga fiel que me trouxe novos mundos aos mundos)





Faça de mim cosa triste que não entendo?

Entre o sol e a escuridão outras coisas inda virão.

Mas sem a tua presença que de mim se vai escondendo

O que restará senão o medo e um mui triste coração?





Menina bonita irradiando mil constelações

Sempre apelando àqueles que mais sofriam

Fazes de tua mui nobre profissão tuas reais razões





Pra que cada dia se manifeste como eu bem vi

Quando aos demais davas atenção e a ti ocorriam.

Não vás! Eu sou aquele quem sempre mais necessitou de ti.





Jorge Humberto

01/01/15