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terça-feira, 23 de dezembro de 2014

O FILHO QUE ME MENTISTE




 

E é uma sonolência mais ainda uma tortura

Que me prende a vontade e traz-me a inércia

Sempre com sabor agridoce à clausura

Que me nasce na alma em prol de uma dormência



Que teima em sorrir como se eu fosse nada

E tivesse presente a dor de dar à luz

Sem a alegria de ver meu filho ser a escada

Que fosse singrando a horizonte na contraluz



Ditando-me o sonho embargado apertado por grilhões

Fazendo-me tropeçar a cada recanto

Aonde hoje Já não chego nem tenho acalanto



Jamais esse filho será o nosso - feito devoções

Tantas vezes sonhado até ao dia em que me deixaste

E eu assim e tu… que nem uma só lágrima entornaste.


Jorge Humberto

22/12/14

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