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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

DA IMAGINAÇÃO À REALIDADE




É uma brisa podia ser só imaginação
De quem tem ainda muita coisa por dizer
E resgatada a palavra à sua devoção
Há ainda quem se entregue por não saber mais o que fazer.


Murmurejar de águas mais ao longe – encandeadas
No espaço-tempo em que o farol se anuncia
E vai por sobre as vagas ora agora sombreadas
Onde a luz se omite e uma e outra vez se alumia.


Vejo em toda a largura de meus olhos o ameaço das águas
Que trazem presos barcos e pescadores
Pedindo aos céus a bem-dita e desejada bonança.


Mas como se o mar ainda está carpindo suas mágoas
Se os homens não sabem nadar – prevaricadores
Se se fizeram ao mar sem cumprir sua rígidas alianças?


Jorge Humberto
02/11/14

Um comentário:

  1. Belíssimo soneto, no encanto de rimas alternadas, uma grande mensagem para refletir, bjs MIL.

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