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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

TESÃO DE VENTANIA





Vento repentino
Fez poeira levantar do chão
Fez folhas correrem barulhentas
Fez as saias dela subirem violentas
Flagrada com as mãos carregadas
Não havia como cuidar
Agachada esperando a ventania passar
Os machos todos pararam pra olhar
O mulheril tentando ajudar
Não havia solução
A ventania veio pra ficar
E quem olhava torcia pra não parar
E ela, corada, tentando se esconder
Guarneceu-se de frente e de trás
Com todas as sacolas carregadas
E numa loja se escondeu
Ninguém de lá se moveu,
Quando chegou em casa,
A doce fêmea excitada,
Deixou-se ver,
Nua, provocante, bolinada,
Por detrás da esvoaçante cortina de voil
Dizendo então pra toda gente
Que o vento agradara
Mexera, excitara, acendeu-lhe a tara
E ali então deixou-se cair sobre a poltrona
Saciada, cansada e extasiada,
Quiçá, até a próxima ventania...
Que poderá ser amanhã, ou noutro dia...

Vera Celms
Licença Creative Commons
O trabalho TESÃO DE VENTANIA de Vera Celms foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.

2 comentários:

  1. Boa tarde, fantástico o que escreveu, o dom poético e a capacidade de criação é encantador, se o o vento era agradável porque havia de baixar a saia? que venha muito vento quente e agradável, pensou ela.
    AG
    http://momentosagomes-ag.blogspot.pt/

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  2. Risos.... querido Antonio, o vento que bateu cá, bateu lá também, certamente agradou a todos... ainda que a tenha constrangido, também a deixou interessada... rs... beijos de VC, volte sempre... trata sempre tua poética também... saudades tuas...

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