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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

AO LADO DO CORPO INERTE





Dormi ao lado do corpo inerte
Silencioso partiu,
Não disse palavra,
Não esboçou  pensamento,
Nem um olhar,
Esqueceu-se em sono
Durante o pesar do tempo
Retraído, ausente, depressivo,
O silencio foi um monumento entre nós
Não me deixava atravessar
Não me deixou visitar-te
Não me deixou intervir
Lançou-se ao abandono
Recolheu-se pra dentro de si
E esqueceu-se em sono, de repente...
Nenhum sinal,
Nem respiração mais forte
Nem suspiro,
Nenhum olhar que pedisse socorro
Simplesmente, irrompeu a insônia,
Interrompeu o caminho da alma
Dormi ao lado do corpo inerte, sem vida
E nem notei,
Pela manhã, o corpo frio, inflexível,
Foi só então que notei a ausência da sua alma,
Tinha o rosto tranquilo,
Como quem simplesmente dormia...
Porque não me chamou?

Vera Celms

3 comentários:

  1. Boa tarde Vera, sou seu admirador, a sua simplicidade na escrita é fantastica, suas criações são objectivas, não tem rodeios, são de fácil interpretação, você é fantastica.
    AG
    http://momentosagomes-ag.blogspot.pt/

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  2. Querido Antonio, só tenho a agradecer pelas gentis palavras, e saber que é meu admirador, me enche de orgulho e honra... continue por perto, doce cavalheiro meu... muitos beijos de VC...

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  3. FIZ UM COMENTARIO TE DIZENDO QUANTO TE AMO ELE SUMIIU SE VC ACHAR ME FALA BJS

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