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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

MEU BARQUINHO




 

 

Meu barquinho, para onde vais,

Que levas brancura nas velas,

Que colhes bonanças e vendavais,

E já não podes passar sem elas?



Meu barquinho, são os teus ais,

Quando dizes gostar mais delas,

- Ondas que roçagam teus taipais-,

Do que das lautas caravelas?



Meu barquinho, não é grande, não,

Não tem ornamentos nem vigias,

E até a quilha é feita de papelão…



Mas quando vai no vento suão,

De velas dadas, sua condição,

Leva consigo todas as fantasias.



 

Jorge Humberto

(17/03/2003)

 

 

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