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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

DOS CIGANOS... POEMAS MIL








Dos CIganos
InspIre-nos o exemplo da raça
que caminha com GArbo, 
alegria, fé e perseveraNça, 
sem perderem-se em lamentOS, 
apesar de todos os tormentos 
aos quais são submetidos... 
Inspire-nos o seu heroísmo 
de viver com graça e alegria, 
na confiança de que Deus 
Ilumina os seus caminhos, 
e que tempos difíceis 
fazem parte da vida, 
somente desafia! 
Inspire-nos a magia 
do amor que confia, 
que sustenta os dias! 

Maria Iraci Leal/MIL 
POA/RS/Brasil 
11/04/2014 
Obra protegida

SE NO SILENCIO... POEMAS MIL



En silencio... 

Si después de todo, 
somos encarcelados en el silencio, 
en la sombra de la oscuridad, 
perdiendo la luz, el amanecer, 
será sólo un momento de tristeza, 
sanar el dolor 
para recoger los fragmentos... 
Encontrar la paz, el amor, 
rescatar a nuestra esperanza 
y la sensación 
 de que estamos vivos 
y soñar outra vez! 
¿Y en el futuro? 
No importa lo que pase, 
ni su dirección, 
al viento ya hemos liberado 
el sabor de la amargura, 
el sabor ácido retenido 
 en el alma! 
Que vengan los nuevos amaneceres. 
el redescubrir de las estrellas, 
el olor a hierba mojada 
incensando la luna negra... 
Despertando nuestro sol dormido, 
liberando el aura de la sonrisa! 

Maria Iraci Leal/MIL 
POA/RS/Brasil 
12/09/2014 
Derechos de autor 
Traducción libre

domingo, 28 de setembro de 2014

TUDO MORA NO MEDO





Frio, densa neblina,
Temerosa noite,
Dia 13, sexta-feira,
Uma história, uma cisma,
Enegrecido prisma,
Maldade no ar,
Medo, muito medo,
Não devia andar sozinha,
Não queria sentir medo,
Maldição, casa vazia,
Todo ruído é pânico,
Toda sombra é assombração,
Sob a escada, negro felino,
Espio pelas janelas,
Do mundo, as mazelas,
Tanta dor, tanta tristeza,
Máculas indisfarçáveis, inapagáveis,
Nada que possa tirar de nós,
O pútrido cheiro do horror,
Pressinto o próximo movimento,
Procuro esconder o rosto,
O silencio precede o momento final,
Tudo se cala, diante do perigo,
Ou somos nós que deixamos de ouvir,
De perceber o que se move,
Bem diante de nós,
Procuramos imagens,
Algo que defina o risco
Que previna a proximidade do abismo,
Tudo mora no medo,
Até a fé...

Vera Celms
Licença Creative Commons
TUDO MORA NO MEDO de Vera Celms está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

sábado, 27 de setembro de 2014

BRISA NOSTÁLGICA




Quando te achegaste a mim – singela
Como sói respirar-se por uma vontade
Única a compasso lá ia falando dela
Corando por sentir alguma inocuidade


Que a humildade não deixava disfarçar.
E a chuva lá fora era como um descanso
Fazendo as folhas caírem bem devagar
Umas e outras num sustentável remanso.


Teu rosto molhado numa face só de agora;
O cabelo caído pelas águas e pelos ventos;
Era dos próprios o próprio par que se namora.


E quando por fim se encontraram lado a lado
Na Sua mui generis oceânica – E seus Sustentos!
Extravasaram do amor… todo o seu pecado.


Jorge Humberto
15/09/14

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

DOSE EXATA





Frutas amargas também matam a fome
Águas turvas, também matam a sede
O veneno, na dose exata, também é remédio,
A prece, mau proferida, soa a maldição
Pérolas dadas a porcos, viram alimento,
O céu, coberto pela tempestade, perde o azul,
e transforma a calmaria em tormenta,
Quem de nós, diante da agressão, não agride?
Proteção, passa a ser ataque,
Palavras mau ditas, soam malditas...
Desabafo, vira ameaça,
Pessoas viram alvo
Como pólvora comprimida, vira explosivo,
A todos, basta um pavio incendiado,
Ninguém está fora de perigo
É preciso distância segura,
Silencio, também é verdade
Palavras em ouvidos moucos, perdem o sentido
Perdem o poder agressivo
Até o perdão, em corações culpados,
podem significar suicídio...

Vera Celms
Licença Creative Commons
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domingo, 14 de setembro de 2014

DO SEGREDO A COXA







A  imaginação ebule,
E a criatividade floresce,
Vem a necessidade do toque,
Do contato, da presença,
Lúdico excitado momento,
Preciso que chame meu nome,
Peça de mim, cada movimento,
Traduza em palavras seu desejo,
Dispo-me de todo tecido,
Lycra, rendas, cores,
Mostro-me em detalhes,
Pelo, pele, mucosa,
Abro-me, pra teu desespero:  tão gostosa...
Entrego-me  lasciva,
Muco, lagrima,saliva,
Minha boca perde-se no seu beijo
E minha libido no seu desejo,
Provoco-te,  exibo-me,
Ofereço-me,
Improba posição,
Despudorada, trêmula de tesão,
Deslizante, do segredo a coxa,
A mão executa o comando da excitação,
E percorre entre as pernas, todo o vão...,
Estremeço de prazer, em quase convulsão...

Vera Celms
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domingo, 7 de setembro de 2014

GRISALHOS OLHOS





Passava diante dos teus olhos
Grisalhos olhos, encantados,
Sorria, sugerindo coisas,
O corpo gingando de desejo
No final do corredor, castanhos imantados,
Me viam chegar, interessados,
Chamando-me para o pecado
O momento, em que a fêmea grita,
Fêmina ativa, inquieta, ardendo,
Precisando do maduro cio,
Da admiração desse olhar,
Macho viril, experiente,
a seguir meus passos, pelo caminho,
Desejosa, voluptuosa, excitada,
Traduzo no movimento das ancas,
No brilho lisonjeado dos olhos,
No movimento dos cabelos dourados,
Quero ser tua, quero suas mãos em mim,
Mostrando o que de mais feminino carrego, só pra ti...
Te ofereceria meu cruzar desprevenido de pernas,
A profundidade do meu decote, no corpo antevertido,
O descuido estratégico de um botão aberto,
A transparência provocativa
No silencio, os olhos falam,
O corpo delata,
O rubor entrega,
Impossível não demonstrar querer,
Se é diante de ti que sou mais mulher

Vera Celms
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