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terça-feira, 12 de agosto de 2014

BLITZ




E são guerras e mais guerras sanções humilhantes
De quem rouba ao povo o seu lugar à mesa
Da raiva das palavras das “blitzkrieg´s” ultrajantes
Num silêncio de criança que dói como única certeza.


A certeza única aliás de serem elas os escudos humanos
Das gentes sem nome prometendo-lhes o céu…
E ante a voz sem rosto brincam entre gases propanos
Já elas ignoram dos misseis o tamanho escarcéu…


E dos escombros mais escusos às bombas assassinas
Pendem pernas e braços na dureza das rochas -
E choram mães plangem pais detrás das antigas cortinas…


Mas aqui o mais cruel é ver às gentes incitando à guerra
Que dizem ser “Santa” - mas se se apagam as tochas
Destas novas gerações que planta o Homem aqui na Terra?


Jorge Humberto
12/08/14

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