Pesquisar este blog

sábado, 31 de maio de 2014

CARTA ABERTA - CRÓNICA!


Jorge Humberto

Habituei-me a fazer reparo, aqui nos meandros da NT, trazendo no intimo de mim,
A vã esperança de que o meu desejo fosse uma concretização real e oposta ao
Que lá fora são costumes obsoletos, causadores das maiores injustiças deste
Nosso mundo tão mundano e pateticamente erigido por comportamentos
Colectivistas, que a decepção é o fruto da minha descoberta, ou seja quem teria
A obrigação de passar aos outros ideias flexíveis, nada preconceituosas,
Repugnando e lutando pela desacreditação de estados reverenciais, pois são
Esses no fundo os que pugnam pelo embotamento e pelo lasso comportamental.
Continuam a ser, tanto cá como lá, as amizades saloias e o elogio fácil e
Despojado de real valia, o garante do sucesso ou da falta deste, só assim se
Entende certa separação, e a necessidade que esta tem em se afirmar e reafirmar
como caminho (único) a seguir.
Julguei por instantes que a poesia fosse qualquer coisa de maior e que não se
Deixasse enredar por esses comportamentos elitistas e conservantistas,
Castrantes mesmo, onde quem tivesse maiores argumentos “falatórios” (quantos
Dos empossados, que gerem as nossas sociedades, não são mais que uma resma
De livros decorados e armazenados, como aquele bichinho que guarda para
O instante, e segue limitado a essa sua procedência?) e menos vergonha na cara,
(Quiçá algumas moedinhas, altamente motivantes), tivesse à partida o seu
Reconhecimento estabelecido e propagandeado como garante de qualidade,
que Não têm em verdade. Quantos dos que aqui andam (neste Universo que é a NT)
Não têm a real capacidade para levar avante o objectivo de cada ”escritor”,
que é a Publicação de suas obras?
Quantos desses fazem jus às suas directrizes, nas Palavras ligeiramente ditas?
Sempre me disseram que terei alguma capacidade e
Que seria merecedor de algum crédito, pelo que é dado por mim, em forma de
Palavras, versificadas ou não, acredito piamente na sinceridade de quem elege
Com tais actos, quer a minha pessoa quer as minhas obras, mas a realidade são
8 livros completos, de poesia, 2 novos em construção e uma gaveta cheia, na
Espera da desesperança. Não quero nem pedirei favores a ninguém, mas
Digam-me: para quem foi viciado em drogas duras, durante 36 anos de sua existência,
Tem antecedentes criminais, está desempregado, por não compactuar com
Servilismos e indecências discriminatórias, e tem pouca saúde (quem me disse
Nos princípios de 80, que as coisas seriam assim?..., Mas claro que reinava o:
“Entre Marido e Mulher não se põe a colher”, por isso se vê a violação e todo o tipo
De abusos, ou a tão na moda e confrangedora pedofilia, ponto final de todas as
Nossas omissões e desrespeito pelo outro), terá ele alguma vez na poesia
uma Forma de Resgatar a sua vida e dar algo de bom aos outros? Ou verá ele alguma
Vez mérito, que lhe seja devidamente reconhecido?
Mas a questão nem é essa, mas o falso conceito, ou o de que se tens estudos,
Sabes as métricas classicistas (da idade da pedra), e não és um excluído das
Normas, que isso é certeza de sermos todos uns grandes sábios e filósofos,
Acrescente-se um Título bem apelativo, que atribua para aí um percentagem dos
Seus 80% de garantia, e temos um novo Fernando Pessoa, senão Ele um dos
Seus 87 heterónimos, o que também é bom. Vejamos tudo que sei é por
Assimilação, propiciada pela vida, e por alguma leitura feita, durante esta vida, pois
se Só tenho o 6º ano de escolaridade, e nem sei como supostamente há escrita em
Mim, mas sendo eu este (e quantos não haverão como eu, em parecidas
Circunstâncias, no que respeita à sua Escrita, naturalmente, que cada um sabe de
Sua vida pessoal, e todos são gente a meus olhos), não é mesmo irreal, tudo o que
Aqui digo?... Agora que num meio esclarecido, como devia ser este, que há
Sectarismo, ai disso não tenho as mínimas dúvidas… Para que serve pois a mente
Aberta? Acaso alguém já fez reparou e editou livros, de Autores, como a Eliane Alcântara;
Ou a Lara Cardoso; Terá a Líria Porto, livros editados? Ou a Maria
Clara? Só para Citar alguns nomes que leio, de entre muitos outros.
Temos nas nossas mãos a oportunidade de mudar certos hábitos adquiridos,
Como o de calar opinião, por medo de perdas, quantas vezes tão só ornamentais
E sem importância de maior, ante o que se quer: igualdade para todos, e
Encorajamento da parte de quem pode, pois creiam-me que a poesia é o rumo a seguir
para o que se perdeu no Mundo: Esclarecimento.
Uma pequena achega, que acho importante, pelo mérito que se deve atribuir
A muitas pessoas, que portadoras de sites pessoais divulgam, quantas vezes,
Com que dificuldades, os muitos poetas e sua poesia, por essa Rede a fora:
Aos  poucos percorri alguns desses sites, de grupos ou associações, de que faço parte -
Não me vi por lá, quanto muito minimamente representado, quando sei terem
Outros, que vieram depois de mim, o devido destaque. Mas sabem que fiquei
Perdido, lendo os que lá estavam, e que me senti realizado, por isso? Boa tarde! 

segunda-feira, 26 de maio de 2014

IMAGINAÇÃO DEBAIXO DAS SAIAS






Abusei das saias
Cores, pregas, fendas,
Curtas, longas, transparentes,
Encorpadas, esvoaçantes,
Grossas pernas, saias curtas,
Do tempo de horas sem relógios,
Do tempo de intenções
Sem consequências
Do tempo de não se preocupar
Com a libido alheia
O corpo requebrava
Diante dos olhares sedentos,
E eu não imaginava o mal que fazia
O tempo passou, as saias cresceram,
Vieram as fendas, os transpasses
Os finos tecidos sobre finos, pequenos lingeries
Justas saias sobre pele nua
Fazendo crescer a fantasia
Imaginando que todos pudessem ver
Desfilava na minha própria passarela
Maltratando corações
Altos saltos, meias finas,
Abusei das justas saias,
e também, da imaginação...

Vera Celms

domingo, 18 de maio de 2014

SONHANDO JUNTO (DUETO)





que estava vigiando meu sonhos?
eu senti, vi você escondido...
SEUS OMBROS ESTAVAM A MOSTRA, NO SONHO
deixei de propósito, pra você olhar
BRANCOS MACIOS E LINDOS
QUASE OS TOQUEI
se tocasse, me acordava
FIQUEI COM MEDO DE VOCÊ ACORDAR
eu acordava e aí, sonharíamos, juntos e acordados
SEUS OMBROS ESTAVAM PERFUMADOS TAMBÉM
ME EMBRIAGAVA POR COMPLETO
era minha alma a te vigiar... e só você não viu....
estávamos lá, você e eu também, a sonhar !!!

Vera Celms
VENÂNCIO JOSE SIXTO
Licença Creative Commons
SONHANDO JUNTO (DUETO) de Vera Celms e Venâncio Jose Sixto está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

ANCORADO





Estava ali, no asfalto,
Sangrando, imóvel,
Olhar perdido no nada
Não sabia a extensão do prejuízo
Não sabia até onde estava comprometido
Seus movimentos não respondiam ao cérebro,
Não sentia dores... mas, também não sentia nada...
Forçava-se a mover as pernas,
Na boca, um amargor desconhecido
Uma sensação difícil de engolir
Muito mais de digerir
Após ouvir tiros, o corpo foi ao chão,
Não sabia se viveria, via sangue
Não sabia mais por onde seriam seus caminhos
Ao seu lado, uns poucos amigos, estarrecidos
Os socorristas cuidando das vítimas
Num impulso, num ato quase impensado,
Procurou uma mão que pudesse segurar
Uma âncora emocional
A mão da socorrista estava mais próxima
Segurou-a então... 
- que a retirou quase que por reflexo...
Naquele momento, deu-se o acidentado,
Com sua mais nova realidade...
Afinal, precisava agora de ajuda,
Não de compaixão,
Muito menos de dó...
Voltou ao vácuo anterior,
Abandonando-se a tristeza da desesperança,
Sozinho... imóvel,
Procurando qualquer outra mão...
sem poder se mover...

Vera Celms

segunda-feira, 5 de maio de 2014

GANHA-ME





Sua imagem mexe comigo,
Mal posso olhar o brilho excitado dos seus olhos,
Sua boca, proferindo palavras exatas palavras,
Move-se na sintonia do meu prazer,
Salivo em ver-te, umedeço-me, e ardo,
Evito sua imagem e me chama ao telefone,
Meu nome, sussurrado: erótico mantra,
Levito ao ouvir-te,
Deixo-me levar pela sugestão tão doce da sua voz,
Não posso ignorar sua presença,
Enlouqueço na sua ausência,
Uma silaba sua, é provocação
A mão, logo procura veloz, o ponto excitado de mim,
Inevitável recorrente sensação,
Toma-me a alma de sobressalto, invade-me,
Dispo-me flagrante,
Num momento estou segura, no próximo, invadida,
entregue, rendida,
Quero muito que me queira, não vou resistir,
É além de mim negar-te,
É sobre-humano, é castigo, é perigo,
A voz diz que não te quero,
A reação, me entrega, me delata,
Como posso não querer você, se é meu maior desejo?
Então vem, busca-me,
Ganha-me, e serei só sua...

Vera Celms
Licença Creative Commons
GANHA-ME de Vera Celms está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

sábado, 3 de maio de 2014

COMO FAZER PARA ESQUECER VOCE

COMO ESQUECER TEUS ABRAÇOS QUE FAÇO DA LEMBRANÇA DA ENXURRADA DE BEIJOS  QUE VOCÊ ME DAVA .. SE VEJO RAIO DE SOL PENETRANDO  O MAR ; LEMBRO  DE VOCÊ  SE ABRINDO PRA ME RECEBER  , SE SINTO O BALANÇO  DAS ONDAS
LEMBRO  NOSSOS CORPOS ENTRELAÇADOS   BALANÇANDO   NO AR  COMO NADA TIVESSE A NOS AMPARAR    SE VEJO  A ESPUMA BRANCA  DE UMA CACHOEIRA CAINDO  DAS ALTURAS  LEMBRO TUAS VESTES BRANCAS  SENDO TIRADA E ATIRADA PARA O ALTO
COMO SE NUNCA MAIS  FOSSE SER USADAS
SE OUÇO O CANTO LINDO DE UM PASSARO   LEMBRO  VOCÊ  FALANDO COISAS LINDAS    EM   MEUS OUVIDOS  QUE SAINDO DE SUA BOCA   SOAVA  COM UMA
ORAÇÃO
COMO FAÇO PRA ESQUECER   TODAS AS DIABRURAS   QUE  FIZEMOS EM NOSSO BARQUINHO ..  BARQUINHO  QUE DE TANTO AMOR PARECIA QUE NÃO NAVEGAVA
VOAVA  COMO UMA GAIVOTA  SOBRE O MAR   E AGORA  VEJO AO LONGE UM BARQUINHO  A BALANÇAR   PARECE  QUE VEJO   EM LUGAR  DE UMA VELA  UM LENCINHO BRANCO   ACENAR   NUM DERRADEIRO ADEUS

                 C O M O  E S Q U C E R