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segunda-feira, 28 de abril de 2014

SÓ A CAMA ERA DE CASAL






Um dia acordei mais cedo
Num daqueles dias que adormeci na madrugada
Olhei em volta, e me achei só, mais uma vez,
Diante da TV...
E no próximo, voltei a notar
E no outro, também
E no seguinte, também
Então, tive a certeza,
de estar só há tanto tempo,
que nem notava mais...
E como todos os dias,
Só levantei do sofá, depois da cama desocupada
Troquei os lençóis, como todos os dias,
Mas, nesse dia foi diferente...
Pois só então me admiti, usar a cama toda...
Afinal, isso devia ter acabado,
enquanto ainda podia chorar...

Vera Celms
Licença Creative Commons
SÓ A CAMA ERA DE CASAL de Vera Celms está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

terça-feira, 22 de abril de 2014

A semente


Lembranças em minha mente vem no silêncio da noite

Na escuridão do céu, vejo as estrelas brilhantes

Uma doce melodia vindo de um violão de nylon

Alegrando meu coração, acabando com a minha dor



Eu conheço uma linda criança

Que me dava tanta esperança

Ela era tão madura, porém eu a protegia

Queria cuida-la com todo meu coração



Mergulho no lago dos teus olhos

Que ontem estavam calorosos

Como as águas de março

E hoje estão gélidos

Como um lago congelado numa terra nórdica



Ouvir-me, compreender-me, algo que poucos fazem

Segurar a minha mão quando estou prestes a cair

Há tantas maravilhas que você me fez...



Como eu queria poder almejar seus sonhos

E mostrar que não há necessidade de ter medo

Tocar seu coração e remover todo o gelo que nele está

Como eu queria poder retribuir tudo que você fez



Tantos anos passaram

E hoje a criança tornou-se adulta e eu ainda a protejo

Como eu queria poder te transformar em criança de novo

Assim o medo não existiria mais



Você é a minha semente, aquela que dá frutos

Frutos que ninguém pode comprar

Ou roubar, só conquistar

São frutos do amor e da amizade



Eu conquistei o fruto da amizade

Que iluminou meus olhos castanhos

Para ver toda a beleza no jardim

Que um dia eu não podia ver.

Raquel Bruço

sábado, 19 de abril de 2014

A HISTÓRIA DA PASCOA

segunda-feira, 7 de abril de 2014

À BANALIZAÇÃO DA POESIA




 

Ando cá e lá…

Sou tanto de desdenho

Como sou de incongruência,

De minhas múltiplas vontades,

Dos meus desejos mais carnais,

E já me questiono

No supremo abandono,

A que votei estes meus passos,

Que se eu fora um pouco mais,

Do que o que aqui se mutila,

Certamente veriam da luz o sobrolho,

E do olho a vasta pupila,

Que não cabe na vulgaridade,

Ou na banalização do facilmente

Dedutível.

Mas, por outro lado, se sou quem

Se omite e representa,

Quem é o que se ostenta

E vem até mim, de palavra vã,

Como num fulgor dado à manhã,

Sabendo eu que lá fora,

Ainda vai a noite

Segura e irreversível?

Sim… há aqui muita banalidade,

Mais de acomodatício,

Veja-se o quanto de falsidade,

Em prol de um ambidestrismo!

Antes então o que não cala

E é frontalmente isento,

De qualquer dualidade

Ou segundos critérios,

Que o sorriso como unguento,

Servido em frascos de arsénio.



 

Jorge Humberto

(13/01/2004)

domingo, 6 de abril de 2014

EROTIZADO





Escultura viva é teu corpo
Feixe de músculos erotizado
Só pra o meu prazer
Orquestrados pelo pensamento
Comando único do desejo
Meu corpo recepcionado pelo teu olhar
Recebido pelo seu sorriso
Acalentado por leve toque
Que safado evolui e vasculha
Pré-armazenado na intenção
Acumulado e nutrido pela libido
Abarcado pelo teu corpo,
meu corpo estremece
Sem disfarce ou pudor,
Sem vergonha ou recato,
Vem, mostra o teu prazer ao meu prazer,
Entrega teu corpo ao meu toque,
A tua vontade a minha intenção,
Relaxa no meu desejo,
E te faço viajante do delírio,
Pedindo mais...

Vera Celms
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