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domingo, 30 de março de 2014

SITUAÇÃO COMUM





Vejo o reflexo da luz na água
Só uma fresta,
Suficiente para ter a noção exata
da profundidade
Na bandeja, sobre a mesa,
posso ver, claramente
A imagem de todos eles
E me garantem que não estão lá
Como, posso ver, quem não está?
O ambiente é ruidoso
Rangidos, sussurros, soluços,
O medo está no ar,
Não sei o que fazer,
Não conheço o rumo,
estou sem direção
Não conheço ninguém
Não ouço ninguém
Daqueles que vejo,
E me garantem não estar lá
Onde encontramos voz, pra contestar
Também encontramos coragem
Há tempos, não sei pra onde ir
Há tempos, não sei o que dizer
Se as imagens, que vejo refletidas na bandeja,
sobre a mesa, são só imagens, ou reflexos,
Da imaginação,
Como sombras na parede,
Que teimam em passar
E de sobressalto me acordar
Assustada, temerosa, insegura,
Boca seca, luz pouca
Sentidos confusos, mente conturbada,
Há tempos, não sei o que dizer,
E acordo assim...

Vera Celms
Licença Creative Commons
SITUAÇÃO COMUM de Vera Celms está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

segunda-feira, 24 de março de 2014

SÓ A PRIMEIRA NOITE





Minha alma, agora estrelada
Como noite de verão...
Me empresta teu mágico toque
E faço do meu ego
Um diamante lapidado
Para que beijes,
Transforma-o em joia tua
Brilhando, exposto a lua
Canta-me em seresta,
Contorne-o com a língua
Delineia-o, lapida-o do teu jeito
Empresta a ele um pouco de ti,
Ainda que seja um defeito,
Assine-o em mim,
Serás, por uma noite,
Guardião de todas as minhas estrelas,
E quando não estiver comigo
Verei você, como marca d´água
No espelho da minha alma...

Vera Celms
Licença Creative Commons
O trabalho SÓ A PRIMEIRA NOITE de Vera Celms foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.

quinta-feira, 20 de março de 2014

GRITO QUE MORRE NA GARGANTA

da minha janela a vejo passar toda madrugada
escuto seus passos e descompassos na calçada
meu peito treme ao sentir nela tanta tristeza
vida estragada em mais uma noite de orgia e bebida
mais uma noite que talvez nunca seja esquecida
que vai matando a alma  acabando com sua vida
.......................................................................
eu choro sento uma vontade enorme
de abraça la  e chamar gritar por seu nome
dizer fica aqui com quem te adora te ama
vem por favor não me deixa chorar sozinho
terás meu beijos muito abraços e carinho
terás um lar muito amor serás uma dama
.....................................................
deixa essas noites de vergonha e falsidade
vem viver de amor  e muita felicidade
onde seras a rosa de meu grande jardim
deixa esses beijos e corpos desconhecido
esquece o passado sujo mal escolhido
terás um grande amor solido sem fim
........................................................
mais MEU GRITO MORRE NA GARGANTA
perco a coragem que em minha alma canta
e ela se vai os passos descompassos vai embora
eu fico chorando debruçado em minha janela
esperando criar coragem de falar com ela
pega la em meus braços e voar por esse mundo afora


M A N O E L    C O R R Ê A




domingo, 16 de março de 2014

A VIDA CONTINUA


La vida continúa 

Si las noches son oscuras, 
y la oscuridad habita ciertos días, 
con los sufrimientos que devastan 
y angustia que nos devoren,
siempre habrá otro día… 
La noche se va 
aparece la claridad 
y la vida continúa! 
En la vida todo pasa y el futuro 
del alma es continuo, perpetúa 
en su inexorable curso. 
Entre los días oscuros
y cielos abiertos camina 
hasta encontrar su aplomo! 
Si las noches son oscuras, 
y la oscuridad habita, 
el alma que nunca muere, 
siempre buscar el otro día 
en la vida que continúa! 

Maria Iraci Leal/MIL 
POA/RS/Brasil 
14/03/2014 
Derechos reservados

A PROCURA


EN LA BÚSQUEDA 

Al atardecer de la vida, 
después de tantas cosas 
que viví, 
sigo en la búsqueda… 
Ven 
mi alma gemela esperada, 
antes de que sea 
demasiado tarde, 
aunque el tiempo es poco, 
unos momentos… 
Ven, 
venga a buscarme, 
no me importa 
tu sonrisa atenuada, 
la palidez de tu rostro 
y pelo blanco… 
Al atardecer de la vida, 
después de tantas cosas 
que viví, 
aún sueño contigo, 
mi alma gemela, 
esperando que venga. 
Ven a buscarme 
antes de que sea 
demasiado tarde. 
Podemos tener 
unos momentos! 

Maria Iraci Leal/MIL 
POA/RS/Brasil 
09/03/2014 
Derechos reservados 
(Adaptado a la lengua española)

FÊMEA FERIDA





Não esperava flores,
Nem serenata,
Um afago, talvez um beijo,
Um pedido de desculpas,
Afinal, não é todo dia
que um amor, diz não me conhecer
Chamada diante da rival,
Exposta, e negada
Era eu ali, nua desconhecida
Seu olhar disfarçou ausente
Suas palavras não eram minhas
Sua atenção não era minha
Contigo, outra mulher
Teus beijos não eram mais meus
Tua excitação não era mais minha
E quando esperava acordar,
Me disse adeus,
Agora volta,
Como se nada tivesse acontecido,
Interessado, excitado,
Sondando a fêmea ferida,
Chega de mansinho, afaga,
Confessa saudade,
Mostra excitação,
Mas esquece,
Que para uma fêmea ferida,
Só há volta, depois do perdão...

Vera Celms
Licença Creative Commons
FÊMEA FERIDA de Vera Celms está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

sábado, 15 de março de 2014

AMAR A QUEM




É indiscutível que eu amo.

Mas amo a quem?

Aos outros, como a mim

mesmo. Jazeria no chão,

sem importância, se assim

não fosse. Cabe-me a mim

amar para ser amado.

Amar é dar importância é

elogiar a outra pessoa e é

reconhecer-lhe valor para

singrar na vida. Vida dura

penosa que nos calha em

«sorte».

Para amar é necessário

desprendermo-nos de

nós mesmos, caminhar-

mos solitários, até que

venha a sede de estar em

sã comunhão e vivência,

com os demais.

Ninguém perdura sem o

amor, que perpassa do

outro e a meio caminho,

nos alcança.

Amo as coisas como elas

são, sem lhes querer

alterar o sentido nem o

preceito original.



Jorge Humberto

02/12/10

sábado, 8 de março de 2014

INVENTE OUTRA





MULHER… não é só um substantivo
Já foi só adjetivo,
Hoje é verbo intransitivo
Não... locução adverbial
Mulher é mais que fazer
Mulher é multi-fazer
É multi-crescer
É multi-ser
Nasce princesa
Afinal, qual a família que não outorga,
titulo de princesa, a suas meninas?
Já então, um postulado ao reino absoluto,
Rainha na mais ampla concepção da palavra
Já foi rainha com e para seu rei
Hoje abraça o reinado solo, mas também gosta de colo...
Não precisa mais do “macho viril” na condução,
Virou pai além de ser mãe, meio a contra mão...
Concebe, gesta, pari, adota, educa, alimenta, custeia,
Mas, acima de tudo, ama muito, ama tudo...
Sem limites nem restrições,
Matéria aprendida em várias lições
Hoje a mulher é verbo bastar
Mulher hoje não tem mais nenhum limite que a restrinja,
Impõe limites que a norteiam
Mulher em dupla ou tripla jornada
Trabalha, e como trabalha!!!
Opera, dirige, responde, xinga, orienta, decide e reza...
Mulher inventa o que não encontra pronto
Mulher tripula, monta, desmonta
Faz e desfaz se preciso for,
Mulher redige, programa, projeta, constrói, demole e negocia,
Dança, canta, faz poesia, chupa cana e assovia...
Troca fraldas com uma mão, enquanto conserta a pia,
Hackeia, acelera, manobra e freia
Chega em casa cansada, mas se confessa apaixonada,
Conserta o interruptor de luz, troca pneu e a cama
Mulher lava, passa, cozinha, se penteia
Mulher briga, discute, defende, ordena e esperneia,
Não aceita ordens vãs, divide prazeres e responsabilidade
Viaja de um país a outro, pra outro mundo, sem sair da cidade
Mulher arruma, organiza, se arruma e se perfuma e brilha,
Como brilha!
Num só olhar diz tudo o que quer dizer, com prazer...
Num só movimento, preside, prescinde, mas não deixa de confrontar,
Agüenta dores, cuida e cura dores, sem reclamar
Tão capaz de amar quanto odiar,
Tão capaz de acarinhar, castigar ou relevar
Se preciso luta, por direitos ou por poder,
Entende que na lei do mais forte, é matar ou morrer...
Capaz de depressões ou revoluções, sem opressões,
Capaz sim de sucumbir, mas muito mais de convalescer ou renascer,
Pra mulher de hoje, é vencer ou vencer...
Mulher, desafio constante, presença importante
De mil a milhão num instante,
Mulher... ame-a ou ame-a...
Ou, invente outra...

Vera Celms
(poesia publicada na coletânea do primeiro Concurso Literário de Poesias do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Jundiaí-SP, em maio/2007)
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