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domingo, 23 de fevereiro de 2014

FATALISTA





Sucumbi aos teus delírios
Te acompanhei a todos os lugares
Fui aos recônditos das tuas paranoias
Ouvi palavras aflitas
Carregadas de medos e temores
Assisti a crises de pânico
A delírios,
visões deturpadas,
Mania de perseguição, e fatalismo,
Todos te vigiando,
Escutas, vigilhas,
Até os Orixás duvidavam
Todos os Exús desacreditavam
Vizinhos, ex amigos,
Plateia tão necessária,
Veículos suspeitos nas esquinas
Cortinas se fechando repentinamente
Olhos maldosos
Comentários cochichados,
Intrigas, difamações gratuitas,
Linhas grampeadas, clonadas,
Pessoas assustadas,
Todo lugar é perigoso
Armado até os dentes,
Armadura brilhando,
Um guerreiro das sombras,
Um destemido lutador,
Sucumbi aos teus delírios,
Pra você, eu morri...

Vera Celms
Licença Creative Commons
O trabalho FATALISTA de Vera Celms foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.

3 comentários:

  1. Maninha Vera, que magnífico poema... E dizer que tal situação é muito comum, o amor açoitado pela paranóia... Mas que belíssimo escrito, parabéns amada, um grande beijo, manaMiloka.

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    1. Pois é, amada MANINHAMILOKA, em pensar que estamos todos vulneráveis a situações assim, e só nos damos conta, quando já estamos muito envolvidos na situação. Grande beijo de VC, amada MIL...

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  2. cada verso que leio cada palavra que me fere a alma difine o quão pequeno é meu saber a pequenez dos meus versos somem a sombra dos grandes poemas que sai de sua alma bjs te amo

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