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domingo, 2 de fevereiro de 2014

DOENDO E INCOMODANDO





Olho para o início do dia
E no horizonte nuvens negras
O peso de uma montanha sobre os olhos
- Enlameada montanha embaçando meu olhar -
Tento mover-me na cama
Pareço anestesiada, paralisada,
Não consigo pensar,
Não consigo entender o próximo movimento
Sou uma jogada inválida no tabuleiro da vida
Falo e ninguém ouve
Choro e ninguém vê
Embruteço e todos ressentem
Só o canal da dor está aberto
Só mais um motivo de magoa
Só mais um berro reverbera
As palavras doces são inaudíveis
Em peito vazio, chamamento é eco,
Não cobro mais, não peço mais,
Não chamo mais,
Isolo-me em quarto escuro,
Pedindo silencio, só silencio...
E os fantasmas pantomimam desaforados
Riem-se de mim, gargalham,
Verdadeiro teatro de horrores!
Busco por amigos, encontro desertores,
Peço colo, dão-me as costas,
Conquistam-me o coração, para ignorá-lo,
Sequência desleal da história,
Solidão dói e incomoda,
Talvez, melhor mesmo: parar por aqui...

Vera Celms
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DOENDO E INCOMODANDO de Vera Celms é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.

4 comentários:

  1. puxa não sei de onde tiraste tanta dor poema bonito mais muito triste não gostei !!! gosto de luta gosto de alegria gosto de esperança TE AMO MUITÃO

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    1. Querido MANECO, essa é a realidade da depressão (uma amiga, que já conheceste), a vida toda, passa a ser muito pouco... ou extremamente muito, para que possamos entender, em nosso espaço tão pequeno... Grande beijo, meu querido amigo... TE AMO MUITÃO também... obrigado por seu olhar...

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  2. Maninha Vera, há fases em que nos sentimos assim, descreveste muito bem, parabéns, grande beijo da Manamiloka.

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    1. Pois é MANINHA MILOKA, há sim, e já passei por alguns deles, como você também... e dói, como dói!!! não é?!!! Obrigado por teu olhar, grande beijo na MANA VC

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