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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Amar-te... vida em mim

Amar-te... vida em mim

Sinto-me doente, de tanto sentir.
Enlouquece-me este estar a sós comigo.
Vem, amor, eu estou só e tão sofrido,
Que melhor seria saber-me mentir.

Ah, mas mentir, mente quem pode,
Não sofre revés, de ato insano.
Mas eu ingénuo me descambo,
Sofrendo a dor, de ser meu nome.

Sempre o tempo há de correr,
Menos a loucura sem retorno.
E inda que eu morra ao abandono,
Serás tu, razão e vida, de meu viver.

Que todas as lágrimas fossem aqui.
E o mar, que houvesse de trazê-las,
Fossem estas minhas mãos, a enternecê-las
E todo o meu querer, estar junto a ti.

Jorge Humberto
(17/12/04)

Um comentário:

  1. Jorginho querido, a quanto tempo eu não lia suas pérolas, esse poema é um luxo poético, seu coração impregnado de amor expresso em versos doridos, porém lindossss... Ame querido, sem amor não há poesia e vice versa. Mil vezes parabéns! Bjs!

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