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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

EIS-ME AQUI, MEUS AMIGOS!




 

Por entre o orvalho da madrugada, ecoam vozes,

Que sobressaem das nuances alumiadas;

Quem sabe, se pelo vento, assopradas,

Ou se aqui vingadas, pelas árvores, em seus algozes.





Ao longe, ouvem-se os cães e os doutos pastores

Que bem conhecem os silêncios, entre os ecos distantes;

E as ovelhinhas, reconhecidas ruminantes,

Vêm montanha acima, por entre as ervas e as flores.





E enquanto vou escrevendo, o sol vinga forte, no céu:

Todos sabem quem são, menos eu: e é na rima

Que me procuro, não achando, quem me promoveu.





Fui Pessoa e Camões, entre outros tantos, aventureiros:

Pudesse eu, versar, como quem estima,

Que então vos daria, dos sóis, os raios primeiros.





Jorge Humberto

16/01/2014

 

 

 

2 comentários:

  1. Perfeição em soneto. Parabéns, caro amigo poeta... Sucesso!!!

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  2. Querido amigo Jorge Humberto, parabéns pelo precioso soneto. Suas rimas são ricas e justas, é um deleite, navegar por entre elas... parabéns, obrigado por este presente... beijos de VC...

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