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domingo, 26 de janeiro de 2014

QUE DIGAM AS BORBOLETAS






Com o tempo descobri,
que as borboletas que voavam no meu estômago,
a cada vez que o via... 
saiam das minhas entranhas,
a cada vez que nos amávamos...
Ele sempre soube,
exatamente como dizer as coisas,
ainda que essa coisa, nem se chame coisa,
se chame amor...
Sempre soubemos
que um dia nos encontraríamos
e poríamos todas as borboletas,
as minhas e as dele,
pra voarem juntas
fosse dentro, e ou fora de nós
Nossos olhares sempre foram
reveladores,
provocadores,
determinantes
incontestáveis, irreleváveis,
inevitáveis e puros,
e nossos,
Nossos olhares, como nossos arrepios,
sempre foram nossos...
Que digam as borboletas!

Vera Celms
Licença Creative Commons
Este obra de Vera Celms está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

domingo, 19 de janeiro de 2014

ORBE SENSUAL






Absorvida pelo seu cheiro másculo
dedilho seu corpo, como uma perita,
atentamente
Detenho-me, nos lugares onde sei, seu suspiro mora...
Feche os olhos, e sinta minhas digitais,
por sobre seus pelos eriçados,
como ventania a movê-los
Queria te encontrar num final de tarde,
Olhando o por do sol, pela janela da sala...
com o corpo em chamas, inspiradas na cor,
e no calor do sol
Impossível resistir,
Impossível disfarçar
Nossos gemidos, em uno, trancados, gritam
e nós, jogados sobre edredons,
no tapete da sala,
Entre candelabros e taças de vinho,
alcanço o gelo, no balde,
Perco uma pedra sob meus dedos, em seu ventre,
enquanto sua respiração ofega aflita, descontrolada,
Usamos toda a noite,
Entre sussurros gritantes
Sabores dissonantes, extasiantes
Ostras, chocolates, pimentas, morangos,
gelo...
vinho....
Tudo nos atrai e nos encanta
Tudo dos enfeitiça e nos comanda
Orbe desconcertante de dois corpos excitados
Indisfarçáveis,
Inquestionáveis,
Irresistíveis...
Alucinados...

Vera Celms
Licença Creative Commons
O trabalho ORBE SENSUAL de Vera Celms foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.

IPÊ AMARELO

Arte, da Safira...

AMOR É FOGO QUE JAMAIS SE APAGA

Arte, Safira...

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

EIS-ME AQUI, MEUS AMIGOS!




 

Por entre o orvalho da madrugada, ecoam vozes,

Que sobressaem das nuances alumiadas;

Quem sabe, se pelo vento, assopradas,

Ou se aqui vingadas, pelas árvores, em seus algozes.





Ao longe, ouvem-se os cães e os doutos pastores

Que bem conhecem os silêncios, entre os ecos distantes;

E as ovelhinhas, reconhecidas ruminantes,

Vêm montanha acima, por entre as ervas e as flores.





E enquanto vou escrevendo, o sol vinga forte, no céu:

Todos sabem quem são, menos eu: e é na rima

Que me procuro, não achando, quem me promoveu.





Fui Pessoa e Camões, entre outros tantos, aventureiros:

Pudesse eu, versar, como quem estima,

Que então vos daria, dos sóis, os raios primeiros.





Jorge Humberto

16/01/2014

 

 

 

domingo, 5 de janeiro de 2014

RETORNO





Fez-me acreditar que me amava
E me amarrava o nome
Cruzava meu destino,
Solenemente,
Como quem convida alguém a dançar
Mas, lançava-me ao chão
Amor não se faz com afronta,
Fez marra,
Fez troça,
Fez pouco de mim
Me fez mal...
Falou de mim, o que não devia
Fez comigo, o que eu não queria
Espalhou o que não devia,
Me fez infeliz,
Deixou ao meu alcance, disponível,
Uma faca, uma arma, um copo de veneno,
Puxou-me pela mão, jogou-me,
Empurrou-me ao precipício
Tudo fez para que chegasse meu fim,
Vendou-me os olhos e açoitou-me,
Sangrei, chorei,
Parti, sem olhar pra trás,
Jurei não voltar,
Não se conformou com o adeus,
Lançou-me mandinga,
Reza brava, vudú...
Pôs meu nome no pé do santo, enterrou,
No caldeirão, na boca do sapo,
Me acusou, me recusou,
Minha paz afugentou,
Quando perdi toda a força,
Doente, ao léu me abandonou,
Pra morrer,
Mas, pra teu azar, sobrevivi...
Agora, me levanto, sou eu quem faço,
O que quiser...

Vera Celms
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O trabalho RETORNO de Vera Celms foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada