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terça-feira, 23 de dezembro de 2014

O FILHO QUE ME MENTISTE




 

E é uma sonolência mais ainda uma tortura

Que me prende a vontade e traz-me a inércia

Sempre com sabor agridoce à clausura

Que me nasce na alma em prol de uma dormência



Que teima em sorrir como se eu fosse nada

E tivesse presente a dor de dar à luz

Sem a alegria de ver meu filho ser a escada

Que fosse singrando a horizonte na contraluz



Ditando-me o sonho embargado apertado por grilhões

Fazendo-me tropeçar a cada recanto

Aonde hoje Já não chego nem tenho acalanto



Jamais esse filho será o nosso - feito devoções

Tantas vezes sonhado até ao dia em que me deixaste

E eu assim e tu… que nem uma só lágrima entornaste.


Jorge Humberto

22/12/14

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Os olhos verdes... Poemas MIL.


































Imagem do Google 

OS OLHOS VERDES

Mistérios escondem-se 
nestes olhos, mundos infinitos
para desvendar... 
A chama contida parece refletir, 
um mar que desliza 
em ondas cálidas, 
abraçam os sentidos 
e inspiram a paixão, o amor. 
Nestes olhos há um esplendor 
do mar, verde quando em silêncio, 
a beleza de uma esmeralda 
que fascina por sua cor. 
Verde mágico e sedutor, 
um voo ao amor 
que desperta as noites 
e fazem os dias benditos. 
Estes olhos verdes 
possuem a magia do feitiço! 

Maria Iraci Leal/ MIL 
POA/RS/Brasil 
01/09/2014 
Obra protegida

domingo, 21 de dezembro de 2014

DE MIM E DA REALIDADE




Ah, mas e como esquecer o que o meu coração

Todos os dias clama em profundo ardor

E é chama que arde intensamente e é emoção

Quando me traz à lembrança dias de amor?



Lembras, ó Diva, quão lindos eram esses dias

Sem par e sem haver igual no Mundo? -

As mesmas lágrimas em horas tardias

De vontades feitas… e eram tudo, e eram tudo!



Infelizmente do tudo se fez nada - emudeceu!

E era eu quem adoecia… e a noite anoiteceu

Quando no espelho olhando-me troçou de mim.



E ainda hoje, quando visto o meu desassossego

Nas noites frias deixo que o torpor e o medo

De não mais te ter, deixe-me tão assim… tão assim!...



Jorge Humberto

20/12/14

domingo, 14 de dezembro de 2014

Venha, meu amor

                                                             Bela arte, da amiga Maria Iraci...

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

PERFUMARIA





Quando me dei sobre as pernas, pela primeira vez
Senti que o destino havia traçado a trajetória toda
Ora indo, ora vindo, ora ficando sei lá aonde
Molhei os pés tantas vezes
Sequei-os todas
Algumas vezes doeram, racharam,
Era o peso da bagagem,
Engraxados pelas sobras não consumidas,
Pés cansados, mal hidratados,
Pele clara, tão clara,
Tão fina quanto minha percepção
Como o desenho do nariz, que meu pai me deu,
Não adunco, aristocrático,
Que facilitou minha postura altiva,
Rainha rala, pouca nobreza,
Trazida de outra vida, ou de outra dimensão roubada,
Traçada a realidade, caco a caco, um risco...
Olho sempre direto,
Também não fujo a luta,
Saio peitando inimigos, doa ou não,
Doa a quem doer, se estiver impedindo meus movimentos,
Afinal, quem sai aos seus, não degenera – é assim, o ditado?
Aprendi a brigar desde pequena,
Garantir meu espaço, como meu pai
Absorvi a marra, a dobra na testa, o punho cerrado
Passos largos e firmes, apesar de caindo sob as tabelas,
Triste a caminhada de um manco, mas não menos nobre,
Nobreza trouxe alguma no DNA adquirido por herança natural,
A bruxaria também,
Aprendi bem cedo a fazer poções, xaropes,
e se necessário, venenos também faria, mas não fiz...
O carma continua leve, limpo, brilhante,
Zelo sempre foi uma característica,
Talvez me entregue, se quiser,
Talvez me preserve, por segurança,
Decido eu,
Mantenho no olhar azul claro, toda a malícia possível,
capaz de seduzir ou desvendar,
Muito de astúcia, e segurança,
E um horizonte ensolarado, largo e certo...
O mais, é perfumaria...

Vera Celms
Licença Creative Commons
PERFUMARIA de Vera Celms está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

DA IMAGINAÇÃO À REALIDADE




É uma brisa podia ser só imaginação
De quem tem ainda muita coisa por dizer
E resgatada a palavra à sua devoção
Há ainda quem se entregue por não saber mais o que fazer.


Murmurejar de águas mais ao longe – encandeadas
No espaço-tempo em que o farol se anuncia
E vai por sobre as vagas ora agora sombreadas
Onde a luz se omite e uma e outra vez se alumia.


Vejo em toda a largura de meus olhos o ameaço das águas
Que trazem presos barcos e pescadores
Pedindo aos céus a bem-dita e desejada bonança.


Mas como se o mar ainda está carpindo suas mágoas
Se os homens não sabem nadar – prevaricadores
Se se fizeram ao mar sem cumprir sua rígidas alianças?


Jorge Humberto
02/11/14

ÀQUELA QUE NUNCA DEMOVERÁ MEU AMOR POR ELA



… E de que nos serve sermos verdadeiros no amor
Com carinhos múltiplos quer de noite quer de dia
Sair em defesa da pessoa amada ser pundonor
Sermos unos numa consciência com muita valia?


Que significado têm nove anos de vida em comum –
Acaso alguma vez te deitaste por sobre o que nos guia?
Era minha e era tua pois sempre dividimos o incomum
Entre a mesquinhez de quem sempre nos traía?


Fizemos nosso caminho por entre palavras de ternura
Trabalhamos em conjunto na satisfação pela arte
E até na dor mais cruel vestimo-nos de amargura.


E a palavra “Amigo” - essa que perdura pela vida fora
Olvidaste-a! igualmente cuspiste-a longe de repente
Como se fosse algo sabendo a nada hoje e outrora?


27/10/14

sábado, 25 de outubro de 2014

TEU NOME, ISABEL



Menina e moça mulher jovial e de uma beleza
Rara e de tamanhos encantamentos
Mais que a beleza fêmea plena de subtileza
Tão tua é de tua humanidade afrontamentos


Quando vês entre uns e outros a divisão
A incúria dos que falam pela voz doutro alguém
Como se fossem deles o santíssimo coração
Dos quais fazem uso e abuso como ninguém.


Perdoai-os, Isabelinha, tua alma é muito maior
Que a mesquinhez dos que parem a maldade
Tua é a ajuda para com os demais não há deslealdade.


Esta minha vida leva-te em agradecimento mor
Por tudo o que tens sido para mim - encanto de poeta
Jamais uma janela fechada grade ou espoleta.


Jorge Humberto
16/10/14

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

AO LADO DO CORPO INERTE





Dormi ao lado do corpo inerte
Silencioso partiu,
Não disse palavra,
Não esboçou  pensamento,
Nem um olhar,
Esqueceu-se em sono
Durante o pesar do tempo
Retraído, ausente, depressivo,
O silencio foi um monumento entre nós
Não me deixava atravessar
Não me deixou visitar-te
Não me deixou intervir
Lançou-se ao abandono
Recolheu-se pra dentro de si
E esqueceu-se em sono, de repente...
Nenhum sinal,
Nem respiração mais forte
Nem suspiro,
Nenhum olhar que pedisse socorro
Simplesmente, irrompeu a insônia,
Interrompeu o caminho da alma
Dormi ao lado do corpo inerte, sem vida
E nem notei,
Pela manhã, o corpo frio, inflexível,
Foi só então que notei a ausência da sua alma,
Tinha o rosto tranquilo,
Como quem simplesmente dormia...
Porque não me chamou?

Vera Celms

terça-feira, 14 de outubro de 2014

FOI EM DOIS MIL E SEIS QUE TE CONHECI




Ah, mas desse-me eu a um sono donde jamais

Acordasse – a fome que me consome é a falta de ti –

E talvez aí ainda vislumbrasse ao longe madrigais

Com o mesmo olor de quando me acerquei de ti.



Julgo que já sabíamos que seriamos deste prá quele.

- "Má sorte a minha o dia em que adoeci!"-…

- E ao abandono me obrigou e a tudo que havia nele:

E assim não foram uma mas duas as dores – tomei-as para mim!



(Mas, ah, porque sofro eu assim se amor não fosse o que

Possui minha alma qual a razão de tanto lamento

E o porquê digam-me o porquê… de tamanho sofrimento?)



Errei! E quem não erra? – Antes mentisse à mentirosa!

Me insubordinasse! Que bem se esquiva essa rameira:

E fizesse-a pagar cada dor nossa - da mesma maneira.





Jorge Humberto

04/10/14

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

TESÃO DE VENTANIA





Vento repentino
Fez poeira levantar do chão
Fez folhas correrem barulhentas
Fez as saias dela subirem violentas
Flagrada com as mãos carregadas
Não havia como cuidar
Agachada esperando a ventania passar
Os machos todos pararam pra olhar
O mulheril tentando ajudar
Não havia solução
A ventania veio pra ficar
E quem olhava torcia pra não parar
E ela, corada, tentando se esconder
Guarneceu-se de frente e de trás
Com todas as sacolas carregadas
E numa loja se escondeu
Ninguém de lá se moveu,
Quando chegou em casa,
A doce fêmea excitada,
Deixou-se ver,
Nua, provocante, bolinada,
Por detrás da esvoaçante cortina de voil
Dizendo então pra toda gente
Que o vento agradara
Mexera, excitara, acendeu-lhe a tara
E ali então deixou-se cair sobre a poltrona
Saciada, cansada e extasiada,
Quiçá, até a próxima ventania...
Que poderá ser amanhã, ou noutro dia...

Vera Celms
Licença Creative Commons
O trabalho TESÃO DE VENTANIA de Vera Celms foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

DOS CIGANOS... POEMAS MIL








Dos CIganos
InspIre-nos o exemplo da raça
que caminha com GArbo, 
alegria, fé e perseveraNça, 
sem perderem-se em lamentOS, 
apesar de todos os tormentos 
aos quais são submetidos... 
Inspire-nos o seu heroísmo 
de viver com graça e alegria, 
na confiança de que Deus 
Ilumina os seus caminhos, 
e que tempos difíceis 
fazem parte da vida, 
somente desafia! 
Inspire-nos a magia 
do amor que confia, 
que sustenta os dias! 

Maria Iraci Leal/MIL 
POA/RS/Brasil 
11/04/2014 
Obra protegida

SE NO SILENCIO... POEMAS MIL



En silencio... 

Si después de todo, 
somos encarcelados en el silencio, 
en la sombra de la oscuridad, 
perdiendo la luz, el amanecer, 
será sólo un momento de tristeza, 
sanar el dolor 
para recoger los fragmentos... 
Encontrar la paz, el amor, 
rescatar a nuestra esperanza 
y la sensación 
 de que estamos vivos 
y soñar outra vez! 
¿Y en el futuro? 
No importa lo que pase, 
ni su dirección, 
al viento ya hemos liberado 
el sabor de la amargura, 
el sabor ácido retenido 
 en el alma! 
Que vengan los nuevos amaneceres. 
el redescubrir de las estrellas, 
el olor a hierba mojada 
incensando la luna negra... 
Despertando nuestro sol dormido, 
liberando el aura de la sonrisa! 

Maria Iraci Leal/MIL 
POA/RS/Brasil 
12/09/2014 
Derechos de autor 
Traducción libre

domingo, 28 de setembro de 2014

TUDO MORA NO MEDO





Frio, densa neblina,
Temerosa noite,
Dia 13, sexta-feira,
Uma história, uma cisma,
Enegrecido prisma,
Maldade no ar,
Medo, muito medo,
Não devia andar sozinha,
Não queria sentir medo,
Maldição, casa vazia,
Todo ruído é pânico,
Toda sombra é assombração,
Sob a escada, negro felino,
Espio pelas janelas,
Do mundo, as mazelas,
Tanta dor, tanta tristeza,
Máculas indisfarçáveis, inapagáveis,
Nada que possa tirar de nós,
O pútrido cheiro do horror,
Pressinto o próximo movimento,
Procuro esconder o rosto,
O silencio precede o momento final,
Tudo se cala, diante do perigo,
Ou somos nós que deixamos de ouvir,
De perceber o que se move,
Bem diante de nós,
Procuramos imagens,
Algo que defina o risco
Que previna a proximidade do abismo,
Tudo mora no medo,
Até a fé...

Vera Celms
Licença Creative Commons
TUDO MORA NO MEDO de Vera Celms está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

sábado, 27 de setembro de 2014

BRISA NOSTÁLGICA




Quando te achegaste a mim – singela
Como sói respirar-se por uma vontade
Única a compasso lá ia falando dela
Corando por sentir alguma inocuidade


Que a humildade não deixava disfarçar.
E a chuva lá fora era como um descanso
Fazendo as folhas caírem bem devagar
Umas e outras num sustentável remanso.


Teu rosto molhado numa face só de agora;
O cabelo caído pelas águas e pelos ventos;
Era dos próprios o próprio par que se namora.


E quando por fim se encontraram lado a lado
Na Sua mui generis oceânica – E seus Sustentos!
Extravasaram do amor… todo o seu pecado.


Jorge Humberto
15/09/14

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

DOSE EXATA





Frutas amargas também matam a fome
Águas turvas, também matam a sede
O veneno, na dose exata, também é remédio,
A prece, mau proferida, soa a maldição
Pérolas dadas a porcos, viram alimento,
O céu, coberto pela tempestade, perde o azul,
e transforma a calmaria em tormenta,
Quem de nós, diante da agressão, não agride?
Proteção, passa a ser ataque,
Palavras mau ditas, soam malditas...
Desabafo, vira ameaça,
Pessoas viram alvo
Como pólvora comprimida, vira explosivo,
A todos, basta um pavio incendiado,
Ninguém está fora de perigo
É preciso distância segura,
Silencio, também é verdade
Palavras em ouvidos moucos, perdem o sentido
Perdem o poder agressivo
Até o perdão, em corações culpados,
podem significar suicídio...

Vera Celms
Licença Creative Commons
DOSE EXATA de Vera Celms está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.