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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

DÊEM-ME O QUE TANTO VOS PEÇO!


Doutora, Ana lito; Doutora, Emília
Vós sois pra mim, minha família,
Em tudo que me deram, desde então,
Faz quase nove meses, pois então.


Sempre, de vós, o apoio não olvidou,
A que junto as enfermeiras – aqui estou,
E hoje, preciso de novo alento,
Escutai pois, meu mais destro lamento.


Por isso, deixem-me que vos diga, enfim,
Hoje e só hoje, minha mãe, segreda-me
Ao ouvido: filho, ficai aqui, perto de mim.


E eu, que não tenho coração de pedra,
Tudo farei, mas tudo- Ô mãe, espera-me,
Que tudo cumpri: assim, ninguém degenera.


Jorge Humberto
2912/203

domingo, 29 de dezembro de 2013

FELIZ NATAL, MEU AMIGO, MEU IRMÃO!

Que neste Natal sorridente
Mostre o mundo, prá gente,
Que ao chamar-te, de meu irmão,
Venha dos céus, a doce emoção,


Que às vidas, mais tristes, determina,
Que as luzes, que os ilumina,
Sejam o bem-querer de um coração,
E festas felizes, sua condição.


E como qualquer criança, que bem
Sabe da amizade, venha quem
Sempre acolhemos, num abraço


Fraternal, que ao Mundo dá a cor.
E que assim seja, com muito amor,
Paz à alma, alegria sem cansaço.


Jorge Humberto
23/12/203

UMA VEZ MAIS UM PEDIDO VOS FAÇO


(Às minhas médicas, enfermeiras e assistentes)

Mi mui estimadas amigas, que cuidam de mim
E me acompanham, com seus conhecimentos
A nível medicinal, cada qual, os doutoramentos
Falta-me pagar, com a vida, àquela perto daqui


Que, ao longo da vida, aprendi a chamar de mãe.
Caras doutoras e enfermeiras, eis-me ante vós
Devo cuidar de quem me deu a vida, e jamais sós
Vê-la envelhecer, cuidando de sua saúde – amém!


Se assim não for, eu, que sua vida destrocei
Jamais hei de ter paz, se não lhe der o que tirei
Pois peço-vos, que me deixem estar a seu lado


Cada vez mais e mais, chamar-lhe mãe, ao calor
Deste imensíssimo sentir – quando lhe dou amor.
A doença teima, assim, peço-lhes, este meu fado.


Jorge Humberto
14/12/2013

DEZEMBRO SE VAI





É com um Menino no colo,
que parte dezembro...
Reunindo lembranças,
Provocando o balanço, em cada um de nós...
Todos os outros meses,
rendem-se resignados,
Cada um mostra de si, como num desfile,
Retrospectiva de todo um ano,
em nosso ânimo...
Enquanto mantém, dezembro, os olhos no horizonte,
Esperanças, novinhas em folha,brotam
Sabemos que encontraremos o amargo na boca,
várias vezes, por mais que tentemos adoçar,
Afinal, lá vai dezembro,
Com o rosto sulcado,
Com as mãos cansadas,
Com as experiências esgotadas,
Carregando troféus e cruzes
Louros e lodo
A alma, aos pulos, festeja,
Os olhos, aos poucos marejam,
Ainda que por um momento,
Estaremos sós, diante de nós,
Pulando ondas, trocando presentes,
Com os olhos fixos no que virá,
Esperança que só cresce,
Como se o mundo, parasse de rodar
E só voltasse no ano que vem
Com a vida corrente novamente
Com a rotina em seu lugar
Lá se vai dezembro, ancião grato,
Recebendo janeiro de braços abertos,
FELIZ ANO NOVO a todos nós...

Vera Celms
Licença Creative Commons
DEZEMBRO SE VAI de Vera Celms está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

CAMINHADA

VOU PELA VIDA CAMINHANDO
NA ESTRADA A CISMAR SOZINHO
SE  PAISAGEM E BELA NÃO VEJO
SIGO EM FRENTE MEU CAMINHO
...........................................................
CAMINHADA LONGA NÃO IMPORTA
SÓ IMPORTA O FIM DA ESTRADA
TALVEZ NEM EXISTA O FIM
ENTÃO EU CAMINHO PARA O NADA
.............................................................
SE EU  PARA ONDE IR ?
NÃO SEI, CAMINHO A ESMO
CAMINHADA MAIS DIFICIL
PARA DENTRO DE MIM MESMO
.......................................................
CAMINHO É LONGO EU SEI
MAIS CONTINUO A CAMINHAR
CAMINHADA SÓ TERMINA
O DIA QUE EU ME ENCONTRAR
..........................................................
QUANDO ESSE DIA CHEGAR VOU SABER
QUEM SOU, PRA QUE VIM,E O QUE FAÇO
QUERO ALGUEM PRA ME AMPARAR
PRA NÃO CAIR DE CANSAÇO
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MANOEL  CORRÊA



DESEJOS DE NATAL...


DESEJOS DE NATAL  

Que o mundo faça uma pausa,  
unam-se os corações na graça,  
magia e encanto do Natal! 
Estendam-se as mãos ao alto, 
em agradecimento ao Salvador, 
ao Mestre da Paz e do Amor, 
saudando a sua data, 
com reconhecimento e louvor!
Seja um dia muito especial,  
de alegria e comemoração,  
de dividir a festa e o pão,  
o sentimento angelical
com todos os irmãos!  
Que seja o Natal  
tempo de reflexão, 
de alegrias e doação! 

Maria Iraci Leal/MIL 
POA/RS/Brasil 
16/12/2013 
Obra protegida

VERDADE E MISTÉRIOS...




Verdade e mistérios...  

Quando o sol da meia noite 
pairar em todos os horizontes, 
a luz será visível para todos, 
findar-se-ão guerras e sombras!  

Derramar-se-ão de todos os montes, 
Mestres e homens do universo 
rufando tambores, tocando trombetas 
anunciando a hora de ir á montanha!  

E lá, a luz em forma de homem 
irromperá outra vez de sua nave, 
descerá para reparar a ignorância, 
dos seres que habitam a Terra! 

Saberão que não são únicos e nem donos 
da vida, saberão do amor e dos mistérios! 

Maria Iraci Leal/MIL 
POA/RS/Brasil 
10/11/2013 
Obra protegida

domingo, 15 de dezembro de 2013

A LUZ DE VELAS







Meia luz, meia sombra,
Sobre os lençóis,
Linho 300 fios, vinho branco,
Copos e corpos suados,
Imaginação, latente,
Morangos, chocolates,
Velas, em aroma de mel,
Mãos molhadas das taças,
No erótico branco vértice,
Olhos que se fecham tensos
E se abrem tesos...
Imagens e sugestões,
Corpos que se enlaçam e enroscam,
Mãos que interessadas se tocam,
Procuram e encontram,
Sensações e sentimentos,
Noite a fora, a luz de velas...

Vera Celms
Licença Creative Commons
A LUZ DE VELAS de Vera Celms está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

SÓ AGORA VOS ESTOU A CONTAR

Na minha ignorância, fui mau,

Agressivo, de poucos cuidados,

Pensando somente em mim,

Até que prometi, nunca mais

jamais, levantar a mão, contra

Outrem. Assim foi, mas o passo que

dei, foi esconder-me atrás

do ilusório, porque me acalmava

E pacífico me deixava.

Merecidamente, tudo perdi, como

Devido castigo, até que, no fundo,

Vi que, afinal, eu não era mau

Apenas não sabia lidar com meu eu.

Sofri e fiz sofrer: minha mãe, meu pai,

Todos quantos me queriam bem,

Até que conjuguei, o verbo amar,

E resolvi me entregar, somente

Ao bem reinante, dentro de mim.

E fui amor, o vento que colhe e acaricia

o rosto, daquele que sendo só,

só já não estava mais, porque

a poesia, então, suavemente, já cantava.

Hoje, não importa mais, eu sou pra mim,

Indelevelmente, sou-o para minha mãe

Alguns amigos, de grande coração.

E, se houver quem isto não entenda,

Sirva meu passado de emenda,

Para perceber, que são esses caminhos

Que tenho de percorrer,

Para que haja em mim, algo porque viver.

Jorge Humberto

12/12/2013

 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

INDECENTES JUÍZES





Tudo ali era escuro, frio,
Até o vento, soprava mais gélido
vestido de negro,
Cheirando a fumaça, de escombros
As janelas, abertas para o nada
Faziam lembrar tragédias,
Gritos, gemidos, dor,
Horror estampado em todos os olhares
Feridos ou não,
Todos doíam,
Todos sofriam
Cada um a seu modo, todos choravam
Doíam de si, de mãos atadas,
Tragédia anunciada pelo destino
Traçada pelo acaso
Avalizada pela crueldade
Juízo implacável, de indecentes juízes,
Que moral pode ter um algoz?
Judiar pela satisfação de “instintos”
Prazer mórbido, lúgubre, tácito,
Cena assistida por detrás das cortinas,
Espiada, escondida, velada,
Aplausos masoquistas, como chicotes,
Sangram a pele, após tiradas as vestes,
Contemplando o corpo salgando-se em si,
Agonizando, pedindo clemência,
Chorando, definhando,
Mero expectador
Deixando-se chicotear, por pura inércia,
Doendo e chorando,
E pedindo paz...

Vera Celms
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domingo, 1 de dezembro de 2013

CEIA DA ÁRVORE






Quatro domingos, antes do Natal, 
(neste ano 01 de dezembro)
É dia de arrumar a arvore,
Bolas, festões, enfeites, luzes,
O algodão, faz a neve,
E o Papai Noel, vestido para o frio,
Enfrenta o calor do Brasil,
Difícil, vir da Lapônia (terras da Finlândia),
Visitar nosso país no verão,
Tanto calorão,
Distribuir presentes,
As todas as crianças
E ficar até janeiro,
Pendurado na árvore...
Boneco de neve, que não derrete...
Difícil para o bom velhinho!
Suando tanto, deve ficar magrinho,
Rudolf, sua rena,
Faz parte dessa cantilena,
Ele é um velhinho legal,
Vai a todos os lares, genial,
E a todos, desde já: FELIZ NATAL !!!



Vera Celms
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