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domingo, 3 de novembro de 2013

PELO FRESCO DA MANHÃ

Abre-se uma sombra, junto a uma árvore.
O sol mostra-se agradado, com o fresco
Da manhã, azul anil - um azul só ali nascido,
Para os jovens, que, em algazarra, vão até à escola.



Salta uma bola, de uma mala descuidadamente aberta.
E em ajuntamento, crianças encerram-se em casas
Quadradas -com passeios e escadas desniveladas
Pois nunca houve tempo, para cuidados maiores.



E ei-los que chegam, espaçadamente, os pássaros.
E as primeiras pessoas, desenham o dia, a preencher.
Gente bonita, solta o cabelo e arregaça as mangas.
Que cada um já tem seu desígnio marcado, a ferro, na carne.


Mas as flores não se deixam intimidar, com a mesmice
E soltam seus olores mais sofisticados -
Quem sabe se não é o que era mais preciso aqui:
Um dia contado, como se fosse a existir, a qualquer instante.



Jorge Humberto
03/11/2013

Um comentário:

  1. As flores não se deixam intimidar... Muito precioso... Parabéns poeta pelo bellísimo poema, me encantei, boa semana, bjs MIL.

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