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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

O mistério da vida é não haver mistério algum




O mistério da vida é não haver mistério algum,  somos assim nós
quem temos pela frente todo um mundo por decidir. Quem foi que
disse que isto tem de ser assim e aquele outro daquela maneira,
desvendado o mistério, outro se impõe, tudo morre e jaz,
agonizando no chão, a vontade do homem. Não há neste mundo, ou
noutros a haver, duas coisas iguais, uma mesma pedra lapidada,
segundo métodos iguais, nunca encontra semelhante entre as suas,
ainda que atenda a formas e medidas, que as mãos do artífice de
há muito acostumaram-se a ritualizar, é por essa razão que existem
o que chamam de pedras “brutas” e pedras “puras”.
Há aqui algum mistério, que não o saber-se mistério já, só porque
se definiu que era das profundezas da terra, que a pedra tumesceria
ou viveria? Vide, minhas mãos?, vide, meus olhos? que contêm eles
de misterioso? As mãos, com que me humedeço, os olhos, que
prevalecem, são só o reflexo do caminho, com o qual me percorro
diariamente... 

Jorge Humberto
12/02/05

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