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domingo, 8 de setembro de 2013

BRASA APAGADA





Caí em prantos
Envolvida em tristezas
Maiores que a própria realidade
Sucumbi aos males do corpo
Enfraquecida na sutileza da alma
Levada por cruéis vendavais
Por becos e pantanais
Tortuosos caminhos
Fogo e fornalha
Ferro quente é que se malha
Estive em brasas por tanto tempo
Não arrefeci nem com o vento
De brasas as chamas
De chamas as cinzas
Sopradas ao vento
Perdidas enfim,
Espalhadas pelo solo
Terra ressecada
Coberta por folhas secas
Sou eu agora,
Brasa apagada,
Cinza espalhada
Lembrança de nada...

Vera Celms
Licença Creative Commons
O trabalho BRASA APAGADA de Vera Celms foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.

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