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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

AMAR A QUEM UM SORRISO BASTASSE



Amores intensos e fartos eu vivi
Prenhes frutos, as flores que então colhi
Da ilusão a certeza de imenso campo
De em cada traço, mil rostos, seu encanto.


A todos me entreguei, e a palavra vi
Como se fora imensos sóis, onde me perdi
Para mais à frente me achar, se calhar
Entre as mãos de uma mulher, sabendo-a amar.


E se hoje sou mais só, é porque tudo dei
E de dar nunca uma lágrima chorei
Quantas as que em silêncio deixei fugir


Descendo à pele, por jamais entender
Que quem de mim recebeu, enfim, saber
Devia, agradecer, a quem soube sorrir.


Jorge Humberto
05/08/2013

2 comentários:

  1. Sempre bom doar-se, dar de si, aos outros, por amor, por entrega. Agradeçamos a todos os sorrisos que aprendemos dar... belo soneto... beijos de VC, querido Jorge...

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  2. É verdade, querida Verinha, é bom mesmo não fiques à espera de nada, que não é o que busco e ainda menos traria, de gente mesquinha.

    Beijinhos muita poesia.

    Beijinhos!
    Jorge Humberto

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