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domingo, 16 de junho de 2013

SER DIFERENTE CONTINUA SENDO IGUAL





Me olhava com um estranho sorriso
Apoiado no canto da boca
No olhar, um ar oculto de satisfação,
Ou sarcasmo, ou ironia,
Ou constrangimento ...
Na penumbra do quarto
Procurava esconder o rosto
Ora do lado mais escuro,
Ora contra a luz do abajur
Tentei acariciar seu rosto
Mas esquivava-se bruscamente
Esperei que ele se deitasse
Fingindo-me dormente
Esperei até que ressonasse
Então, com a luz do celular
Pude ver as marcas e o inchaço
Indisfarçável a marca de um tapa,
O inchaço de um soco masculino
No rosto de um homem
Negue, mas esconder não há como
O lábio inchado ainda sangrava 
O olho semi aberto lacrimejava,
Enquanto o corpo dorido e cansado,
entregava-se ao sono pesado,
entrecortado por espasmos...
Tudo isso, só por ser diferente!!!

Vera Celms
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SER DIFERENTE CONTINUA SENDO IGUAL de Vera Celms é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.

2 comentários:

  1. Verinha, querida, a diferença está sempre na indiferença, belo teu poema, parabéns!

    Beijinhos!
    Jorge Humberto

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  2. SER DIFERENTE NÃO É IMPORTANTE, IMPORTANTE É SER GENTE!
    BELÍSSIMO POEMA, PARABÉNS MANINHA VERA, MIL BEIJOKAS DE MANAMILOKA!

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