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sexta-feira, 7 de junho de 2013

IMPRECAÇÕES DE UM CONDENADO I


Tão frias, como frias
Eram as noites,
Em que madrugando em mim,
Ia da consciência,
À insanidade mais nua,
Na vã esperança de me saber,
Ainda que só por instantes,
Ou por lapsos,
Ocorridos algures, nesta carne
Apodrecida, ou por patético
E confrangedor sorriso,
Assim a loucura me agrilhoou,
E vestiu-me paredes,
Que dadas ao portão gradeado,
Apenas reconheciam nelas,
O que em mim há muito já haviam tirado:

A liberdade,
De abster-me dela,
Ou cercar-me.


Jorge Humberto
(28/08/2003)

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