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sábado, 15 de junho de 2013

A DADO MOMENTO…



Vendo a tarde a desenrolar-se,
Num longo e demorado bocejo,
Por sobre às águas do rio,
Como delicadas filigranas
Ou novelos, de algodão colorido,
Reparo que,
No que é a perpendicular,
Do meu ângulo de visão,
Com o ombro,
O sol é já uma gaze,
de purpurinas cores
E róseas madeixas...
E a ponte, mais ao longe, são só
Estes carros, que passam,
Levando e trazendo pessoas,
No seu caminho de casa,
Rumo ao entorpecimento,
Nocturno.

Jorge Humberto
(07/03/2004)

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