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domingo, 26 de maio de 2013

QUANDO EU PARTIR



Quando eu partir,
Tenha certeza, de que o pra sempre existe,
Que a perenidade é real,
Que o tempo é eterno,
e senhor absoluto da razão,
Quando eu partir,
Não deixem morrer meus pensamentos,
Minhas posições foram conquistadas,
Ombro a ombro com a vida
Nunca nada foi fácil,
Nem simples,
Levou o tempo que teve de levar,
Muito, na maioria das vezes
E não foi por acaso
Nem sem querer,
Que cheguei até aqui,
Vencedora, ainda que mutilada
Nunca nem me foi dito que seria fácil,
Mas que valeria a pena,
Trilhar sozinha o caminho que fora feito pra dois
Algumas pessoas me consumiram
A vida inteira,
Até que eu pudesse entender,
Que não se dá o que não se tem,
Ou o que não se quer oferecer...
Outras, sugaram minha saúde,
Quase a minha sanidade
Até que eu me convencesse
Que não adianta força, diante de vilões...
Mas, a perspicácia
A destreza e a estrategia...
E ainda assim sucumbi,
Fé não adianta, num mundo de avessos
Nem entre mortos, ou pedras,
A paciência é a mãe de toda luta,
Há razões, que a própria razão desconhece,
Há esforços que a persistência não reconhece,
Na teoria, um raio não cai duas vezes no mesmo lugar,
Até que a pratica prove o contrario,
Toda caminhada começa com o primeiro passo
O que não garante a vitoria,
Afinal, você pode ter nascido no meio do meu percurso,
E chegar muito antes ao mesmo destino,
Com os louros a te elevar...
Ao ponto mais alto do pódio,
Ainda que não seja com honras,
Mas será o mesmo primeiro lugar,
Pelo qual lutamos,
Afinal, existem pessoas,
que são pais somente de crianças,
que são por eles empurradas
para a beira do abismo,
tão logo se tornam púberes,
Quando eu partir,
Procurem lembrar,
que talvez tenha sido, somente graças a eles,
que conheceram algum conforto em principio,
Eu sei, é cruel, é desumano,
Desferir o tiro,
Sem permitir proteção,
E é então que aprendemos a correr, a voar,
Pois há espaços em que chegamos,
Cuja única saída é pra cima...
E precisamos sim, aprender a reconhecer
Antes que seja tarde demais...
Quando eu partir...

Vera Celms

3 comentários:

  1. Quando eu partir, o que possa levar é tanto meu como teu, menos o tempo, que é de ninguém...
    nunca aceitei relógios, porque sempre os achei despropositados... ficamos nós! Mui lindos, teus versos... e nunca perdes o sentido... do caminho sugerido.

    Beijinhos de mim pra ti!

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  2. Obrigado, querido amigo Jorge!!! menos o tempo podemos levar ... menos o tempo... Obrigado pelo carinho e pelo comentário... lance fora todos os relógios... além de marcar, despropositadamente como disse, ainda fazem barulho que nos incomoda... beijos de VC

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  3. E se fazem barulho, e quando no escuro, ficam ali, naquele tic-tac, é de dar em doidos.

    Beijinhos mil!

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