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sexta-feira, 31 de maio de 2013

OLHANDO AS ÁGUAS!

Olhando as águas, que passam,
 Levando segredos na bruma,
 Perguntei ao Tejo e à escuna,
 Se esses olhos, que meus olhos enlaçam


(Olhando as águas, que passam),
 Serão só desejos, de um coração,
 Ou se porventura, tudo isso é solidão:
 Enquanto as águas se calam... e passam?


Não me diz a escuna, porque assim sofro,
 Nem me diz a gaivota, por quem morro.
 Sou como às ondas, no entardecer:


Cavalos de espuma e de cambraia,
 Buscando a certeza, de um fim de praia –
E assim está certo, e assim tem de ser.


Jorge Humberto
 (02/08/2003)

2 comentários:

  1. Muito bom, caro poeta... Esplendido soneto... Parabéns e abraços...

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  2. Bom-dia, caro poeta & amigo, António Cícero (Águia)!

    Agradeço, tuas palavras amigas e incentivadoras. Grato!

    Aquele Abraço!

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