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sexta-feira, 31 de maio de 2013

OLHANDO AS ÁGUAS!

Olhando as águas, que passam,
 Levando segredos na bruma,
 Perguntei ao Tejo e à escuna,
 Se esses olhos, que meus olhos enlaçam


(Olhando as águas, que passam),
 Serão só desejos, de um coração,
 Ou se porventura, tudo isso é solidão:
 Enquanto as águas se calam... e passam?


Não me diz a escuna, porque assim sofro,
 Nem me diz a gaivota, por quem morro.
 Sou como às ondas, no entardecer:


Cavalos de espuma e de cambraia,
 Buscando a certeza, de um fim de praia –
E assim está certo, e assim tem de ser.


Jorge Humberto
 (02/08/2003)

PROPONHO UM JOGO




Amplo...
Dos nossos olhos,
Atiçando a curiosidade, excitação e interesse,
Silencioso e expressivo
A verem o que os nossos corpos desejam
Jogo de gata e rato...
Contínuo, instigante, insistente e persistente

Perigoso...
Das nossas línguas
Arquivando todos os nossos sabores
Texturas, temperaturas e temperos
A sentirem o que os nossos corpos contam
Jogo molhado e sensível
Explorador, veemente e convincente

Abrangente...
Das nossas mãos
Tateando todos os recantos
Quentes, molhados, eretos e eriçados
A denunciarem o que os nossos corpos sentem
Jogo intenso e tátil
Vasculhando, procurando, provocando

Dos nossos corpos,
Delatando nossos desejos todos
Em riste, encharcados, dilatados
A permitirem a interação de sensações
Jogo excitante e enlouquecedor
Excitando, e aumentando sempre mais

Do nosso intencional
Permitindo criatividade e imaginação
Inflada, inflamada, insuflada e veloz
A aumentarem o ritmo da circulação geral e local
Jogo delicioso e viajor
Transitando por levitação entre dois mundos,
o real e o transcendental...

Quero propor um jogo,
Para jogarmos
enquanto você não puder ser só meu...
É só preciso que haja amor...

Vera Celms

terça-feira, 28 de maio de 2013

Fugitivo


Antropon politicon


Tempo



Procuro o meu justo suicídio

Procuro o meu justo suicídio
sem culpas nem escusas junto à cruz
vaidades ou a presunção do martírio
se não há luz que traga luz aos olhos
como aos olhos o que neles foi e já não seduz?
Morre tudo quanto morre, resta nada
estátua esconsa caída no esquecimento
fatal como toda e qualquer porta fechada
onde as mãos são inúteis e corruptas
resta-nos assim aceitar o adormecimento.
Escassas flores das flores havidas outrora
azuis dos céus que nos azuis foram portos
quando os rios eram sem mais demora
que frio é o aço nas veias mil vezes ofendidas
teus lábios nos meus lábios, ei-los mortos.
Procuro o meu justo suicídio
brincam crianças na sua macia infância
mau é o homem que pratica homicídio
descansa amada, eu só irei deste
para esse outro lugar, onde não há distância.
Jorge Humberto
08/03/2013








domingo, 26 de maio de 2013

QUANDO EU PARTIR



Quando eu partir,
Tenha certeza, de que o pra sempre existe,
Que a perenidade é real,
Que o tempo é eterno,
e senhor absoluto da razão,
Quando eu partir,
Não deixem morrer meus pensamentos,
Minhas posições foram conquistadas,
Ombro a ombro com a vida
Nunca nada foi fácil,
Nem simples,
Levou o tempo que teve de levar,
Muito, na maioria das vezes
E não foi por acaso
Nem sem querer,
Que cheguei até aqui,
Vencedora, ainda que mutilada
Nunca nem me foi dito que seria fácil,
Mas que valeria a pena,
Trilhar sozinha o caminho que fora feito pra dois
Algumas pessoas me consumiram
A vida inteira,
Até que eu pudesse entender,
Que não se dá o que não se tem,
Ou o que não se quer oferecer...
Outras, sugaram minha saúde,
Quase a minha sanidade
Até que eu me convencesse
Que não adianta força, diante de vilões...
Mas, a perspicácia
A destreza e a estrategia...
E ainda assim sucumbi,
Fé não adianta, num mundo de avessos
Nem entre mortos, ou pedras,
A paciência é a mãe de toda luta,
Há razões, que a própria razão desconhece,
Há esforços que a persistência não reconhece,
Na teoria, um raio não cai duas vezes no mesmo lugar,
Até que a pratica prove o contrario,
Toda caminhada começa com o primeiro passo
O que não garante a vitoria,
Afinal, você pode ter nascido no meio do meu percurso,
E chegar muito antes ao mesmo destino,
Com os louros a te elevar...
Ao ponto mais alto do pódio,
Ainda que não seja com honras,
Mas será o mesmo primeiro lugar,
Pelo qual lutamos,
Afinal, existem pessoas,
que são pais somente de crianças,
que são por eles empurradas
para a beira do abismo,
tão logo se tornam púberes,
Quando eu partir,
Procurem lembrar,
que talvez tenha sido, somente graças a eles,
que conheceram algum conforto em principio,
Eu sei, é cruel, é desumano,
Desferir o tiro,
Sem permitir proteção,
E é então que aprendemos a correr, a voar,
Pois há espaços em que chegamos,
Cuja única saída é pra cima...
E precisamos sim, aprender a reconhecer
Antes que seja tarde demais...
Quando eu partir...

Vera Celms

domingo, 19 de maio de 2013

COM SAUDADE REVIVER





Há coisas que a gente nunca esquece
Andar de bicicleta,
A comida da infância
O caminho de casa,
A batida da musica preferida
Aquele perfume
O gosto daquele beijo
A intensidade daquele abraço
...   A forma como ele me olhava ...
Quando brigava comigo,
Quando queria entender alguma coisa
Quando estava excitado
Querendo fazer amor
...  Como aquela mão encontrava ...
Pontos certos,
Formas exatas,
Meios de transpor zíperes, botões,
Rendas, lycras, fechos
E com uma só mão ...
...   Como brilhavam seus olhos   ...
Ao ver meus esconderijos todos expostos
Molhados, pulsantes,
Ao alcance de sua mais pontual excitação
De suas ávidas e habilidosas mãos
De sua língua curiosa e ousada
Impossível esquecer,
Tão bom e inevitável lembrar
Com saudade, reviver...

Vera Celms

REVIVER.



































quarta-feira, 15 de maio de 2013

TOCOU-ME

TOCOU-ME by amigos do poeta
TOCOU-ME, a photo by amigos do poeta on Flickr.

E ELE VEIO

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E ELE VEIO, a photo by amigos do poeta on Flickr.

OLHAR

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DE ALGUMA FORMA SIM

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NEM TANTO

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NECTAR

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ELA E ELA

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INVENTADAS

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domingo, 12 de maio de 2013

OCASO DO ACASO





Saio daqui
Sabendo encontrar-te ali,
(tra) vestida,
(re) vestida,
(in) vestida,
Afinal, (des) vestida,
Teu olhar, safado me cumprimenta
Teu toque, safado me bolina
Tua ereção, safada encosta em mim
E fica, permanece, aumenta,
Intrometida impõem-se
E penetra...
Vai e volta sem sair,
Saio daqui,
Pronta,
Tonta,
Sob o vestido desvestida
Porque sei encontrar-te ali,
Disposto
Disposta
Esfrega, roça, atrita
Inerte, distraída, decidida,
E louca
Excitada e louca
Disposta e louca
Satisfeitos e pronto...

Vera Celms
Licença Creative Commons
O trabalho OCASO DO ACASO de Vera Celms foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

CERTEZA

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CERTEZA, a photo by amigos do poeta on Flickr.

EDM_01

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OLHAR

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CELEBRAÇÃO

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CELEBRAÇÃO, a photo by amigos do poeta on Flickr.

GRITO

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VENTO

VENTO by amigos do poeta
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ATO

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VERDADES

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CEGA

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segunda-feira, 6 de maio de 2013

NUVEM NEGRA...


NUVEM NEGRA... 

Nuvem negra 
Que de vez em quando paira 
Embrutece o nosso dia 
Afoga toda a magia... 
Nuvem que chega 
Por um medo? Coisa qualquer 
Algo que nega 
Abala a paz de um momento 
Seja fictícia ou real 
Á balançar o nosso astral! 
Nuvens negras que por aí mesmo 
No mundo de bem e de mal 
Matando o sorriso 
Trazendo o sofrimento 
De forma infernal 
Talvez sejam mensageiras 
De que é preciso aprender 
Buscar o melhor de ser 
Para viver no mundo do desigual 
Buscar á Deus para dissipar o mal! 

Maria Iraci Leal/MIL 
POA/RS/Brasil 
30/04/2013
Obra protegida

CARTAS DE AMOR...


CARTAS DE AMOR...  

Muito mais que as palavras 
que se trocam nos encontros, 
talvez numa simples carta, 
multipliquem-se os arroubos, 
afirma-se o amor profundo. 
Total entrega de alma... 
A pluma toma vida e num instante 
derrama saudade, desola a distância... 
Coisas antes não ditas por algum motivo, 
assumem toda a relevância.
 “Meu amor, sem ti sou passageiro sem destino, 
embarcação sem timoneiro á deriva. 
O azul do céu me lembra os teus olhos, 
o sussurro do vento a tua voz. 
Falando-me dos nossos sonhos” 
Cartas de amor palavras escritas 
com amor saudades e anseios! 

 Maria Iraci Leal/MIL 
POA/RS/Brasil 
02/05/2013 
Obra protegida