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domingo, 21 de abril de 2013

DESMASCARAR





Viver um sonho
Cumplicidade, lealdade
Estar junto,
Dividir, somar, multiplicar
Tudo o que consegui
Foi perder ao dividir
Somar desilusões
Multiplicar dúvidas
Foi alastrar e expandir a solidão
O beijo não vem da boca
Só passa por ela
Assim como o grito
Assim como a expressão de dor
Assim como as palavras pontiagudas
A boca é só o canal
Assim como a mão é só um instrumento,
entre intenção e gesto
Seja qual for a intenção,
Seja qual for o gesto,
O vilão está acima, muito acima,
E transita entre dois mundos
Invisível e voraz
A alma carrega o ócio e o desejo
Carrega o ódio e o ensejo
Carrega a têmpera,
exata, perfeita, necessária
O equilíbrio, a dose certa,
Paira como nuvem
Atravessa como lança
Fere como punhal
Faz-se indiferente, como a própria sombra,
Com sol a pino,
Somos todos iguais
Iluminados e aquecidos
Lembrados ou esquecidos
É gente que se vai sem ter ido
Sem jamais pretender voltar
Até que a mascara caia
E nem a punição mais, será justa...

Vera Celms
Licença Creative Commons
O trabalho DESMASCARAR de Vera Celms foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.



3 comentários:

  1. Perfeito escrito, de vivência do cotidiano... Excelente! Abraços poetados...

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  2. Obrigado, querido Águia... sempre carinhoso! beijos de VC

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  3. O QUE DIZER MANINHA VERA? BELÍSSIMA OBRA QUE DESCREVE MUITO BEM O QUE VIVENCIAMOS...DO AMOR MESMO,UM APRENDIZADO PARA TODOS NÓS, GRANDE BEIJO MINHA LINDA, MILOKA.

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