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domingo, 30 de dezembro de 2012

FELIZ DE NOVO



FOTO DE INESE CELMS

O mundo anunciou seu fim,
Tudo tão de repente,
Ontem dito,
Para amanhã acontecido?
Não deu tempo!!!
Não é assim o Hecatombe
O Armagedon é bem mais
O ano anunciou seu fim,
Desde o ultimo ano
E depois de amanhã,
Por essas mesmas horas,
Ele já terá ido...
Não volta mais...
Só resta ser feliz,
No Ano Novo de novo...

Vera Celms
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O trabalho FELIZ DE NOVO de Vera Celms foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

domingo, 23 de dezembro de 2012

DANÇANDO





Os primeiros acordes
E num instante me vi confusa
Acolhida pelos teus braços
Nos primeiros passos
Tonta, sem saber como reagir
Tive o ímpeto de fugir
Num enlace apertou-me
Sossegando-me, colada ao coração
Cochichou no meu ouvido,
sem perder o passo:
Apenas respire...

Vera Celms
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domingo, 16 de dezembro de 2012

LAGRIMAS EVAPORADAS





As lágrimas, chorei todas,
Desaguei, apagando as trilhas,
As digitais e as marcas de amor
Consumi-me só
Como recomendam os médicos
Como orientam os gurús
Como aconselharia minha avó
E foi na cama, lugar bem quente
Não deixei ninguém ver,
Ninguém comentou,
Ninguém chorou comigo
Nem riu-se de mim
Agora que o tempo passou
E minhas lágrimas, evaporou
Já posso sair faceira,
Em busca de outros olhares
De outros rostos e mãos
Posso reinventar caminhos
Saídas, entradas e percursos
Posso afinal bater a porta,
Sacudir a poeira
E dar a volta por cima (de você)
Porque chorar, não choro mais...

Vera Celms
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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

DEVANEIOS

DEVANEIOS by amigos do poeta
DEVANEIOS, a photo by amigos do poeta on Flickr.
MARITIMOS DEVANEIOS
De tarde em tarde
olhava para o mar
Gosto de silêncios
sinto os ventos
conjugo teu nome
em meus devaneios
Nem mais uma palavra
apenas meus verbos
meus versos
o mar e o vento
devaneios
ANDRE RUIZ

domingo, 9 de dezembro de 2012

CHORAM AS CURVAS (a Oscar Niemeyer)




 






De repente amanheceu
Um dia como todos os outros
Tão incomum como outros tantos
E pelo mundo a fora,
Todas as curvas choravam
Sinuosamente
Fossem indo ou vindo
Buscando ou voltando
Todas as curvas amanheceram úmidas
Ou molhadas,
Não de chuva,
De lágrima,
Tão curva na essência
Tão confusa na forma
E todos se curvaram em prantos
Voltava pra Casa,
Aquele que conseguiu capturar,
Edificar todas as curvas
Ninguém me convencerá
Niemeyer não morreu,
Rodopiou pra Casa...

Vera Celms
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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

ELE É O CARA... POEMAS MIL.


Ele é o “cara”  

Quando acontece, ah você sabe  
Surgiu do nada e de repente 
Sente que o conhece, que é o “cara” 
Alguma coisa em teu ser revela... 
Quer disfarçar, mas não o consegue 
Os olhos se perseguem a toda hora 
A todo instante se necessitam 
Você sabe que não dá prá fugir 
O coração dispara o corpo treme 
Já está presa na sua rede... 
Chegou sem aviso, inesperadamente 
Na urgência de reaver algum passado  
Como almas que um dia se separaram  
E outra vez se encontraram...  
Quando o amor verdadeiro chega  
O coração já sabe, reconhece  
O sentimento não se nega  
Alguma coisa fala mais alto  
Os olhos se perseguem  
E as vidas não se largam  
Ah você já sabe  
Ele é o ‘cara”  

Maria Iraci Leal/MIL  
POA/RS/Brasil  
02/12/12 
Obra protegida

domingo, 2 de dezembro de 2012

ÍNTIMA CELEBRAÇÃO





Dedilhe-me, tilinte-me
Pelo íntimo cálice,
Entregue; eu, toda tua
Poesia, gozos, comemorações
Voemos juntos entre versos
Entre os teus e os meus,
Minhas desnudas asas nos teus olhos
Excitados, acesos, molhados,
Frequentes arrepios,
Salivantes bocas, sedentas línguas,
Farejo teu cio
Ofereço-te o meu
Cadencio o passo diante dos teus olhos
Vendo-te crescer, avolumar-se rijo,
Transbordemo-nos impolutos
Celebremo-nos, então em nós,
Dentro, fundo, uno,
Pra sempre, por dentro, um só...

Vera Celms
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