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domingo, 16 de setembro de 2012

IDAS E VINDAS




Nascemos com as mesmas marcas,
Leves, sutis, irreleváveis
Indisfarçáveis,
Indiscutiveis e inegáveis,
Nascemos pelas mãos dos mesmos anjos,
quando as harpas tocavam,
as trombetas soavam,
As mesmas notas,
ressoadas no universo,
aos quatro ventos,
Quando os querubins anunciavam,
a mesma sintonia,
Somos notas desprendidas
do mesmo concerto divino
da mesma dádiva celestial
Só tomamos rumos diversos,
Viajamos por caminhos tantos,
Rodamos sem rumo
Tantas vezes, em torno do mundo
e nada mudou,
Continuamos ressoando a mesma nota,
Tantas provas nos puseram a prova
Tantas rondas em torno de nós
E o que ganhou distância,
Também ganhou dimensão,
E o que era só uma nota,
um sentimento orquestrou
Afinal, o som bate e volta,
E duas notas, compõem uma harmonia,
Tocamos afinal pelos cantos do mundo,
Apaixonados, alcançando os apaixonados,
Sem nunca nos encontrarmos,
Sinfonia composta um dia a dois corações,
A quatro mãos,
Que ainda que jamais se unam,
Jamais perderão a direção,
Sem nunca precisar se justificar...

Vera Celms

O trabalho IDAS E VINDAS de Vera Celms foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Não Adaptada.

Um comentário:

  1. Poema belíssimo querida maninha Vera, minha admiração, bjs mana MIL.

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