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domingo, 12 de agosto de 2012

TODA SUA


Vem, me ama
Toma do meu corpo
De um só gole,
Letal, resoluto
Pois que é puro
É lânguido do despertar
ao adormecer
Fulgural e íntegro
Por vezes menino
Por vezes devasso
Vem, me ama
Como quem não conheceu
O sal da lagrima
O fel do abandono
A acidez da solidão
Vem, me ama
Como quem não conheceu o ontem
Como quem vê o futuro ensolarado
Toma meu corpo todo seu,
Pois que me dou inteira
Ao teu amor...

Vera Celms

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