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domingo, 5 de agosto de 2012

DISTRAÇÃO


Doce moça distraída
Não conhece o imaginário masculino
Sem pudores ou culpas
Deixa-me ver o branco vértice
Meu túmido desejo tão indecente
Provocado quer ver, sentir a inocente
Olho, reolho, posto-me de frente
Vislumbro a textura, o cheiro, a lisura
Olhos tão certos em imagem tão incerta
Doce moça distraída,
pernas entreabertas
O sol lhe faz brilhar os pelos da coxa
E imaginar, se é loira a íntima visão,
É missão mais que perfeita
Sonho que aceso vivo
Visão perturbadora
Impossível conviver com o desejo
Que avolumado se impõe
E derrota todas as resistências
Solto me entrego
E sinto, em meus cavernosos dutos
O explosivo encontro de mim

Vera Celms
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O trabalho DISTRAÇÃO de Vera Celms foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Não Adaptada.

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