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segunda-feira, 16 de julho de 2012

PONTE OU TEIA?



Entre o nada e o quase
Entre o tudo e o quase tudo
Entre o quase tudo e o quase nada
O céu o inferno
O mal e o bem
O bom e o mau
O silencio e a mudez
A intenção e a ausência
A pretensão e a frequência
A trajetória e o alvo
O começo e o fim
Fim e recomeço
Entre a condescendência e a sofreguidão
Entre o perdão e a resignada força
Justiça e fé
Talento e vontade
Disposição e oportunidade
Existe uma ponte móvel
Um acesso, um olhar, um julgamento
Uma eternidade, um momento
Que nasce entre o alvorecer e o crepúsculo
E morre na madrugada, nu sob a ponte
Apesar do estrelado manto
Que cobre tudo
Que tudo vê e sente
Que liga o ontem ao horizonte
Num emaranhado de linhas, tênue e invisível
Imaginária ponte que o vento leva sem romper
Gigantesca teia entre o nada e quase tudo...

Vera Celms
Licença Creative Commons
O trabalho PONTE OU TEIA? de Vera Celms foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Não Adaptada.

2 comentários:

  1. UMA PONTE TÃO FRÁGIL, POR ISTO PODE-SE DIZER QUE SE VIVE NA CORDA BAMBA, O AMANHÃ VIRÁ? GRANDE POEMA, MINHA ADMIRAÇÃO.
    BOM DIA MINHA MANINHA VERA, AQUI NO SUL TÁ ASSIM, FRIOOOOOOOO, ENTRE MUITAS ITES, AMIGDALITES, OTITES, GRIPES, RSRSRSRSRS E DENTISTA, É MOLE?
    DEIXA A VIDA ME LEVAR, RSRSRSRS, MEU CARINHO E MEU BEIJO, MIL.

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  2. Obrigado minha querida sumida MANINHA MIL... vivemos na ponte elevadiça... as vezes em cima, as vezes embaixo... como uma grande teia que esvoaça incerta ao vento... o amanhã sempre vem, as vezes em pé, as vezes aos trombolhões...
    S.Paulo também tem muitas ites pelas ruas... eu mesma, e os valentes, passamos por dura gripe... mais algumas pessoas bem proximas... alguns já saíram outros ainda não... mas, que eu saiba sobreviveram todos.
    E o teu dentista, até quando? meu carinho, meus beijos e minha saudade...

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