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terça-feira, 31 de julho de 2012

GESTOS

GESTOS by amigos do poeta
GESTOS, a photo by amigos do poeta on Flickr.
GESTOS
Resgata-me
desse abismo
dos desejos.
A noite parece
um uivo de lobo.
Silêncios e onde
te entrego
os meus segredos.
Palavras desconexas
não sou mais
que teu eco
Palavras que por vezes
engulo nessa fome de ti
Me traga um gesto
apenas um
me devolva a vida.
ANDRE RUIZ

SAUDADES

SAUDADES.jpg by amigos do poeta
SAUDADES.jpg, a photo by amigos do poeta on Flickr.
SAUDADES
Que vontade
de te ser
aqui em mim
Devaneios meus
olhos conservam
sempre a visão
das tuas mãos
Suave brilho
da tua alma
que ainda
trago comigo
e para sempre!!!!
saudades.
ANDRE RUIZ

NASCEM ASSIM

NASCEM ASSIM by amigos do poeta
NASCEM ASSIM, a photo by amigos do poeta on Flickr.
NASCEM ASSIM
Casos, historias!
desejos escondidos
amores desamores
coisas além do infinito
Flutuas no ar do papel
desde todo o sempre
sujo de uma alegria
que ninguém despe
tintas de teus escritos.
Recolhendo vidas vazias
fazendo delas poesia
as transformando em amor
Palavras que voam
nascem assim no
coração de poeta
tocando todas as almas
ANDRE RUIZ

PARTIU SE FOI

PARTIU SE FOI by amigos do poeta
PARTIU SE FOI, a photo by amigos do poeta on Flickr.

PARTIU SE FOI
Partiu a muito
tempo, foi sepultado
na pedra.
Sobrevivente
de Pompéia
E tudo
mais do que
restava em mim
foi apagado
da memória
pelos beijos teus
ANDRE RUIZ

LUZ DA PELE

LUZ DA PELE by amigos do poeta
LUZ DA PELE, a photo by amigos do poeta on Flickr.
LUZ DA PELE
Brilho do teu corpo que
me cega ilumina
só um olhar já
não me basta
nem bocas
e nem palavras.
E preciso que as mãos
vejam esse brilho
pele de luz
aconchega e aquece.
E quando molhada
reflete meus desejos
Luz da pele!!!!!

segunda-feira, 30 de julho de 2012

BASTA UM TOQUE

BASTA UM TOQUE by amigos do poeta
BASTA UM TOQUE, a photo by amigos do poeta on Flickr.
BASTA UM TOQUE
Além de mim,
quero apenas
essa tranquilidade
de estar em ti
ter por perto
Cumplicidade absoluta
dos meus versos
refúgios de
encher vazios.
Contar historias
todas elas ate o fim
a minha voz
ou a tua tanto faz
criaremos uma ponte.
Entre o silencio e nada
metáforas
de um sem fim de nos.
E quando não formos
capaz de falar
apenas nos tocarmos
ANDRE RUIZ

PORTA DA ALMA.

PORTA DA ALMA. by amigos do poeta
PORTA DA ALMA., a photo by amigos do poeta on Flickr.
PORTA DA ALMA
Chegaste pelo coração
meu segredo é
ter nos olhos você
mais que loucura gostosa
esse meu olhar de nos dois
Que em silencio sempre estão
a confirmar amor
Envio-te
mensagens
palavras sem som
Minha ternura
quase muda
meu segredo é
ter nos olhos você
ANDRE RUIZ

OLHOS SECOS QUASE UM SORRISO

OLHOS SECOS
QUASE UM SORRISO
Mantinha meus olhos secos
que aos olhos dos outros
pareciam estar a sorrir.
E onde era escuro e solitario
em tua chegada fez-se luz
iluminou-se os meus segredos
E como um coxo
depois de um milagre
morri e ressuscitei
Quando te abracei
e que fui livre
me livrei!!!!!
ANDRE RUIZ

BELO GIGANTE ADORMECIDO


Brasil

MOR

Somos eternos dorminhocos
Nem com o pedido de clamor.
Acorda-se o santo do pau oco
Tudo é rapado do nosso suor.

Somos todos descansados
Neste reino continental.
Do mensalão amasiados
Como monumento nacional.

Comover esta sociedade
Convertida pelo poder.
Ao ver toda esta maldade
Sem já saber o que fazer.

Impaciente vai contribuindo
Com sua vida dolorida.
A sua fé vai denegrindo
Na miséria já envolvida.

De este poder a certeza
 Ser sempre o contribuinte.
Dos espertos a malvadeza
Vendo somente o acinte.

São José/SC, 30 de julho de 2.012.

MEIN KAMPF.jpg

MEIN KAMPF.jpg by amigos do poeta
MEIN KAMPF.jpg, a photo by amigos do poeta on Flickr.
MEIN KAMPF
Não fiquei
para ouvir
a última frase
Língua que mata
sem derramar sangue
"ditado chines".
Mein Kampf
"Adolf hitler".
Tudo se sucede em
alternância.
Palavras são
marcas que os dedos
deixaram na pele
quando já não
há restos
de voz na fala
Poeta que sou
prefiro sempre
escrever o amor
Minha luta
meu amor
ANDRE RUIZ

E QUANDO PENSEI

E QUANDO PENSEI by amigos do poeta
E QUANDO PENSEI, a photo by amigos do poeta on Flickr.
E QUANDO PENSEI
E quando pensei
que tudo em mim
eram só ausências
Chegou tão perto,
que me fez
tremer por dentro.
E meus segredos
embrulhados
em silêncios
Você descobriu
escutou
Revelou-se
em meu olhar
fez-se cúmplice
partilhou confidências
E quando pensei
que tudo em mim
eram só ausências!!!!!!!
ANDRE RUIZ

ANTES DE VOCE

ANTES DE VOCE by amigos do poeta
ANTES DE VOCE, a photo by amigos do poeta on Flickr.
ANTES DE VOCE
Dissolvi-me em
outros eus
e nos espaços
daquele amanhecer
acordei você.
Antes disso tudo
antes de você
não me lembro
de ter existido
Lembro sim
da pequena dor
que cada um de nós
traz docemente
pela mão
solidão.
Dissolvi-me em
outros eus
antes de você
não me lembro
de ter existido
acordei!!!!
ANDRE RUIZ

domingo, 29 de julho de 2012

REVELAÇÕES

REVELAÇÕES by amigos do poeta
REVELAÇÕES, a photo by amigos do poeta on Flickr.
REVELAÇÕES
É hora de bordar
um outro movimento
no espaço.
Tecer na pele um laço
te ser em mim
Inicias do meu segredo
tuas marcas
em minha pele fina.
Agulhas da paixão
devastadora
Todos os gestos
do meu corpo
revelações
sol do meu silêncio
onde douram-se
as palavras.
Teci na pele um laço
te sou aqui em mim!!!!
ANDRE RUIZ

CELEBRAÇÃO



CELEBRAÇÃO
Celebração  e isso que somos 
abrimos a porta do altar
corpo inteiro emitindo  sinais
nossa nudez ilumina o escuro
“Abençoada sejas!”
“Abençoado sou!”
E nos pertencemos 
abençoados somos!!!!!!
 E  assim se erguem
em flor as sementes
Vida parceria comunhão
celebração 
Em nossos corpos de altar
verdadeiro amor
ANDRE RUIZ




EQUILIBRISTA DE FINAL DE TARDE




Sol equilibrista de final de tarde
Tênue linha do horizonte
Linha de visão
Em instantes, desaparecerão
Assim que cair o equilibrista
Não insista
Mais um momento
Hora H
E tudo será escuridão
Então as ondas do mar rirão por toda a noite,
Em pantomimas cegas
Nos pés enroscando, brincando
Indo e voltando
Como os meninos da manhã
Anoitecidos ...
Branqueados, caminhando
Indo e voltando,  
marolinhas brincalhonas
Indo e voltando
pensamentos viajores
Sol equilibrista de final de tarde
Indo e voltando
Subindo e caindo, na linha...
Sem que jamais se apague...

Vera Celms
Licença Creative Commons
O trabalho EQUILIBRISTA DE FINAL DE TARDE de Vera Celms foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Não Adaptada.

(Foto Carlos Cortês com Hugo Martinez)

quinta-feira, 26 de julho de 2012

DE SEU BERÇO ESPLÊNDIDO ACORDAR


Um grito de alerta

MOR

Brasileiros não podem esperar
Depois de tanto tempo.
O julgamento agora adiar
Ele será o temperamento.

No momento eleitoral
Ao cidadão transparecer.
Ao eleitor nacional
Para logo votar aprender.

Que estes maus brasileiros
Deixem uma lição futura.
Para este povo ordeiro
De o povo levar a fartura.

Que o futuro deste país
Com toda sua nobreza.
Não seja uma meretriz
E se livre da pobreza.

De todo o seu tributo
Pago com todo o suor.
E não seja logo o luto
Um sofrimento de dor.

São José/SC, 26 de julho de 2.012.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

DÁDIVA



DÁDIVA
Tatuagem minha
flor que expande 
pétalas ao sol.
Em silencio 
a perguntar por ti
pois morre 
todos os dias 
que não te vê
Dádiva e ternura 
de quem te ama
ANDRE RUIZ




terça-feira, 24 de julho de 2012




ACREDITE QUEM QUIZER


MOR

As partículas solares
Seria mesmo o terror.
Com seus raios luminares
Destes tempos modernos.

Devastando o universo
Num momento fatal.
Com todo o seu reverso
Sem memória final.

A velha história interromper
De quem logo chegar.
Da anterior era nada saber
O relato continuar.

No fascínio desta história
Com aqueles diversos animais gigantes.
Voltar à pré-história
Ratos e baratas surgindo a cada instante.

Qual seria a retórica
De toda a evolução.
E chegar à robótica
Morrer tudo por inalação.

Muitos irão falecer
Sem ver o fato primórdio.
E nem sentir o fogo arder
Diante de tal episódio.

São José/SC, 23 de julho de 2.012.

sábado, 21 de julho de 2012

TEMPO DE SER FELIZ... POEMA MIL.


TEMPO DE SER FELIZ...  


Tempo de ir e vir 
Voltar ao passado, recordar 
Sorrir das aventuras felizes 
Apagar o pranto derramado 
Se tristezas tenham existido 
Jogar fora estes velhos fardos 
Borrar conflitos sem sentido 
Pois tudo é apenas o passado 
Tempo, precioso tempo 
Pedaços de instantes 
Á serem perpetuados 
Não sejam aprisionados 
Em sofrimentos e mágoas 
Somente sejam lembrados 
Como a lição da vida 
Tempo, minutos, instantes 
Momentos dos quais a vida é feita 
Nada mais do que isto  
Á cada qual viver do seu jeito 
Com alegria e euforismo 
Perseguir e conquistar  
Ideais e objetivos 
Sem temer a nada 
Buscando a harmonia 
Buscando ser feliz! 


 Maria Iraci Leal/MIL 
POA/RS/Brasil 
15/07/2012
Obra Licenciada

LIBERDADE PARA SER LIVRE... POEMA MIL.


LIBERDADE PARA SER LIVRE...  


Nem sempre as barras da prisão  
Fazem do homem um cativo 
Pois o seu canto de emoção  
Alça voo como pássaro livre 
Além dos espaços é ouvido 
O homem que mora na carne 
Pode evadir-se ao infinito 
Das suas ideias e pensamentos  
Na bondade de seu coração  
Pode mover e mudar o mundo 
Dissolver e derreter as grades 
Da ignorância em suas teias  
Das guerras em sua incompreensão  
Nem sempre a prisão atinge a alma  
Pois para crer o homem é livre  
Pode fazer um mundo todo seu  
Fugir do cativeiro  
Viajar na imaginação  
Este homem jamais será prisioneiro  
Do que quer que seja  
E ter que estar no covil ou no viveiro 
É para ele uma experiência                           
Até o dia que lhe seja possível  
Dizer adeus, partir completamente  
Para a liberdade total, corpo e mente  
Ser o timoneiro da própria existência 
 “Não conviver mais com o CAOS” 
 Ou partir ao encontro de Deus” 


Maria Iraci Leal/MIL  
POA/RS/Brasil 
17/07/2012 
Obra licenciada

FALA-ME TU

FALA-ME TU
Ardor das línguas 
e a asfixia dos corpos
Falava-me do amor
que arrasta  e tudo mistura 
invade.
Anula amarguras
traz luz as sombras
nos faz ressuscitar.
Recosto em teu  peito 
escuto tua alma 
pulsar em mim 
E me vejo a cada dia 
mais e mais
renascendo em você 
Falava-me do amor!!!
ANDRE RUIZ


segunda-feira, 16 de julho de 2012

PONTE OU TEIA?



Entre o nada e o quase
Entre o tudo e o quase tudo
Entre o quase tudo e o quase nada
O céu o inferno
O mal e o bem
O bom e o mau
O silencio e a mudez
A intenção e a ausência
A pretensão e a frequência
A trajetória e o alvo
O começo e o fim
Fim e recomeço
Entre a condescendência e a sofreguidão
Entre o perdão e a resignada força
Justiça e fé
Talento e vontade
Disposição e oportunidade
Existe uma ponte móvel
Um acesso, um olhar, um julgamento
Uma eternidade, um momento
Que nasce entre o alvorecer e o crepúsculo
E morre na madrugada, nu sob a ponte
Apesar do estrelado manto
Que cobre tudo
Que tudo vê e sente
Que liga o ontem ao horizonte
Num emaranhado de linhas, tênue e invisível
Imaginária ponte que o vento leva sem romper
Gigantesca teia entre o nada e quase tudo...

Vera Celms
Licença Creative Commons
O trabalho PONTE OU TEIA? de Vera Celms foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Não Adaptada.

domingo, 15 de julho de 2012

ALMA DE MULHER



Aconchegada nos braços do amor
Entregue a paixão e ao desejo
Imantado coração protegido por doces, frágeis mãos,
Entre o choro e a razão
Entre a espada e o condão
Navega a alma de uma mulher
Enfeitada para o amor ou para a guerra
Contra a força do algoz
Em recolhido silêncio, quase atroz,
Abraçada a prole,
Foge, mata ou morre
Capaz de conquistas memoráveis:
Ideias, posições, ideais
Tratados, decretos, cortes marciais,
Amigos, amores, amantes sensuais
Tudo está ao alcance das mãos ao volante,
Tudo respeita ao mátrio poder
Tudo gira em torno da fêmea,
Da mãe, da amada, da Deusa, da mulher...

Vera Celms
Licença Creative Commons
O trabalho ALMA DE MULHER de Vera Celms foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Não Adaptada.

domingo, 8 de julho de 2012

A VOZ


Escuto uma voz
Todo o tempo
Não incomoda como consciência
Não amedronta como fantasmas
Não persegue como culpa
Mas, preocupa
como a lembrança de um pesadelo
recorrente,
Como a magoa,
Como a saudade
Como dói a solidão!
Clara a voz que escuto
Sussurrando aos meus ouvidos,
Constante na minha cabeça
Apunhalando meu coração...
Todo o tempo,
É a voz da realidade...
Dizendo que, afinal,
ACABOU...

Vera Celms
Licença Creative Commons
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