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quinta-feira, 3 de maio de 2012

UM VIAJANTE



 - Pergrino -

MOR

Um longo caminho a percorrer
Lá no destino a chegar.
Na rudeza da estrada sofrer
Pedregulho a enfrentar.
Era num mês de inverno
Nem um par de sapato tinha.
O frio já era um inferno
No deslocar naquela linha.
Quando a noite chegava
O frio que logo detinha.
Na beira daquela estrada
Nem uma choupana tinha.
Para pequena esquentada
No relento alí pernoitar.
E logo no amanhecer
Da triste noite acordar.
No inverno um alvorecer
Na relva a geada quebrar.
O sol distante sem aquecer.
A viagem continuar
Sem um café pra aquecer.
No fim da caminhada pensar
Logo vem outro entardecer.
Que estrada mais penosa
Será que nela vou morrer.
Sem chegar no meu destino
Que virá me socorrer.
A ficar no desatino
Qual será o meu futuro.
Nesta estrada do mundo
De um dia estar seguro.
So com fé e muita esperança
E viver sem segurança.

São José/SC, 03 de maio de 2.012.

Um comentário:

  1. Quantos viajantes, quantos andarilhos do mundo... quantas histórias tão duras, árduas, tristes... quantos homens valorosos que lutaram contra o destino... sensibilizada pelo teu poema, tão realista, tão pé no chão... beijos de VC, MARIO...

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