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quinta-feira, 12 de abril de 2012

COINCIDENTES DISSONÂNCIAS






Vou levar-lhe

Por todos os meus caminhos
Às minhas tormentas
Emoções e solidões
Te levarei também aos meus canteiros
Jardins, florestas
Talvez precise das tuas mãos
Que ajudem a abrir clareiras
A tirar água do barco
A segurar a corda,
antes ou depois de arrebentar
Juntos, talvez possamos
Emendar as pontas
Tentar um passe de mágica
para esconder as pontas desfiadas
Evitar o rompimento
Vou te mostrar tempestades
E todos os meus sóis
Os ventos, sentirá
Prenda os cabelos se quiser
Pois seus cabelos irão esvoaçar
Quiçá embaraçar nos ventos de tempestade
Mas espalharão perfume
nas brisas de primavera
Quero misturar a sua voz
A todas as vozes que tanto gritam
E falam, e argumentam
Que brigam, mas tentam convencer
Que agridem, mas acariciam minha alma
Mas, espero que procure se perder
comigo, nos meus silêncios todos
E me acompanhe,
Como ardentes amantes
Estranhos dissonantes
Ou namorados errantes
Por tanto tempo quanto dure
este momento...

Vera Celms
Licença Creative Commons
O trabalho COINCIDENTES DISSONÂNCIAS de Vera Celms foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Não Adaptada.

2 comentários:

  1. Afffff, maninha Vera, tô babandooooo, eita poeta, maravilha de poema, bjs MILOKA.

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  2. Obrigado MANINHA MIL... inspirei-me numa história muito proxima de mim, verdadeira, que transportei para o peito... beijos de VC

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