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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Anjo caído/ Poema MIL.


Anjo caído 


A mim não cabe os dizeres 
Pois eis que a mente perturbada 
Não se conecta e nem alcança a menção 
Soam-lhes as palavras como que amortalhadas 
Como impressão de acusação, escárnio ou castigo 
Não me cabe dizer de tuas asas partidas 
Nem julgar condutas, maus atos da maldita e má vida 
Apenas tentar compreender o seu desvanecer 
Sentir que por algo se perdeu e ao meu ver 
Entender que a loucura do mal está contida 
Nas questões da alma, muito além da razão 
E na emoção, pelo acolhimento poder ser revertida 
Pelo amor e pelo carinho serem orvalhadas 
No silêncio que acolhe e ser abraçada 
Muito mais que milhões de palavras 
O milagre da compreensão e do amor espargidos 
Um dia fará o anjo negro e de asas caídas 
Voar e planar nas esferas da luz, de Deus 
Viajar em sonhos, visitar os montes de Zeus... 
Se em ti hoje o sentimento não recrudesce 
Cedo ou tarde hás de vislumbrar os céus 
Onde há magnitude e só enaltece 
O bem e a virtude que só enobrece! 


Maria Iraci Leal/MIL 
POA/RS/Brasil 
11/08/2011
Obra Licenciada

2 comentários:

  1. ..."No silêncio que acolhe e ser abraçada
    Muito mais que milhões de palavras
    O milagre da compreensão e do amor espargidos"... o milagre do amor é o milagre da vida, da compreensão, da eternidade... belos versos MANINHA MIL, beijos de VC

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