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domingo, 18 de março de 2012

VONTADE DE BRINCAR


Excitada,
Ainda lembro das brincadeiras silenciosas
Dos domingos de manhã
Enquanto todos dormiam
E passiva, tu me bolinavas
Não podia fugir sem quebrar o silencio
Não queria fugir pra não quebrar o brinquedo
E seu toque cada vez mais ousado
Atrevido e excitado
Teu corpo tocava o meu
Insistente e duramente
Enquanto ia e vinha; se fingindo distraído
Meu corpo cada vez mais interessado
Não devias, não podias,
E eu não devia gostar
Aquilo ainda mais me excitava
Torcia pra ninguém aparecer
Pra sutilmente me oferecer
Brincando de faz de conta
Brincava eu de não querer
E você de não notar
Mas o esconde-esconder o dia todo durava
Nas esquinas da casa
Na cozinha; enquanto todos sala faziam
Na sala; enquanto todos se distraiam
Brincadeira libidinosa
Por isso mesmo perigosa
E por proibida escolhida
Um dia ainda deixo tu me pegar
Enquanto excitada, nas brincadeiras eu pensar
Que vontade!!!
Vera Celms

2 comentários:

  1. Os jogos irresistiveis das paixões proibidas ou secretas... a cumplicidade dos amantes não assumidos... a invenção do amor á margem do olhar dos outros, a motivação do fruto "proibido"... um belo retrato poético, Vera. Cada canto e recanto, cada toque, cada doce provocação: tudo muito bem ilustrado.
    Parabéns pela capacidade de escrita e expressão.
    Beijos da Teresa

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  2. Teresa querida, os joos amorosos, as fantasias, o secreto, é sempre muito excitante, é sempre perigosamente delicioso... obrigado pelo comentário, pelo carinho e pelo elogio... beijos de VC

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