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sábado, 24 de março de 2012

Oh minha criança/ Poema MIL.


Oh minha criança 


Meu doce anjo que chora 
Está mais do que na hora 
De que o mundo te revisite 
E a indiferença que existe 
Aos sofrimentos e absurdos 
Deixe de lado o escárnio 
Com suas reles moedas atiradas 
Ás tuas mãos mal lavadas 
Enquanto te arrastas pelas calçadas 
Dormem bichanos entre bordados e almofadas  
Oh minha criança que chora 
Vivendo de esmolas e sem escola 
Triste é o teu padecer 
Pelas ruas sendo abusada 
Ignorada e maltratada 
Deixada para morrer! 
Apontam os culpados 
Mas por menos que seja 
Não há quem deseje 
Deixar dos seus bordados 
Livrar-se dos seus alinhavos 
Dar um pouco de si ao necessitado! 
Bem... Do amanhã não se sabe 
Mas tudo pode mudar de lado! 


Maria Iraci Leal/MIL 
23/03/2012
POA/RS/Brasil
Direitos Reservados

Um comentário:

  1. Amada MANINHA MIL... tocante seu grito pela criança que abandonada, vive pelas ruas, pelas agruras, pelos arredores da dignidade... dificil mesmo abraçar o desconhecido né??? até onde irá essa visão ponteaguda do necessitado??? ser humano pede socorro... beijos da IRFÃ VC

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