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terça-feira, 27 de março de 2012

Matei o amor solidão/ Poema MIL.


























Matei o amor solidão 


Triste não? Jamais me deixaste! 
De que é feito uma pessoa 
que partindo jamais abandona 
E que amando jamais se entrega 
Espera no outro, jamais se compromete 
Afinal queres voltar? Pra quem? 
Quem buscas há muito não existe 
Morreu, desintegrou-se 
Em mil pedaços pelo açoite 
Pela falta do beijo 
Feneceu como flor pisoteada 
Sangrada em cada punhalada 
E já faz tanto tempo! 
Triste não? Jamais me deixaste! 
Sempre em volta, buscando velhas fantasias 
As promessas de sermos felizes para sempre 
Como se fosse possível  
O amor sem presença, afeto e entendimento... 
Queres voltar? Como se nunca partiste? 
Sempre em volta assistindo o castigo 
Esperando o momento certo 
De entrar e dar o bote 
Na tua certeza do amor inconteste 
Se não sabes eu te digo: O amor morre... 
Nenhum amor resiste sem abraço 
O tempo passou e passou, você não mudou 
Mas há muito tempo quem mudou fui eu  
Matei o amor solidão 
Deixei de viver na contramão 
Morri de vez para enfim renascer 
Quem buscas não mais existe 
É a sua vez de partir definitivamente! 
De que é feito um homem 
que partindo jamais abandona 
E que amando jamais se entrega 
Espera no outro 
E jamais se compromete? 


Maria Iraci Leal/MIL 
POA/RS/Brasil 
27/03/2012 
Direitos Reservados 
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Um comentário:

  1. O amor que morreu por falta de beijo, sem contato, sem abraço, sem comprometimento, sem laço e sem lastro... distãncia, amor que viveu de historia, não de paixão... na lembrança, não na razão... lindo poema,MANINHA MIL... beijos de VC

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