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segunda-feira, 5 de março de 2012

É o fim... Poema MIL.


É o fim...  
Das janelas do tempo surgem as sombras 
Que se abatem sobre nós e o mundo 
Que acelerado tristemente sucumbe 
Á malignidade, empanado no brilho do sol  
A destruição e violência na rotina constante 
Não dão tréguas e nem descanso 
Atrelando-nos ás carroças da existência
Como burros de carga 
Vitimados pelo absurdo, carregando a mala pesada 
Neste circo de horrores, tudo segue impunemente  
O mal virou rotina e é previsível, impõe o medo 
Pessoas moram nas pontes e dormem nas calçadas 
Outros desesperados perambulam por esmolas 
Por mais que se faça, não há luz no fim do túnel 
Mais e mais desgraças, mortes e enchentes 
Por qualquer e reles motivo surge um inimigo 
E o desequilíbrio invade sem pedir licença 
As relações degeneram, perde-se o prumo 
Estamos aprisionados ás falácias enganosas 
Mesmo com alguma paz interior e amor 
Estamos confinados, estamos reféns  
Ao acordar, o que virá não sabemos 
É mais um dia de medo e incerteza 
Das janelas do tempo surgem as sombras 
Que se abatem sobre nós e o mundo 
É o fim... Fim de tudo, do nosso mundo! 


Maria Iraci Leal/MIL 
04/03/03/2012 
POA/RS/Brasil

2 comentários:

  1. Cada vez mais assistimos a violência, mesmo contra aqueles que moram sob os viadutos e dormem nas calçadas... queimados, agradidos... por que existem seres humanos que posam de DEUS e entedem que podem decidir quem deve dividir o mundo consigo? SOCORRO, o mundo pede SOCORRO!!! BEIJOS MANINHA MIL, da IRFÃ VC

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