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sábado, 31 de março de 2012

LÁBIOS QUE FASCINAM



teus lábios carnudos,
sensuais,
insinuaram subitamente
tocar os meus.
estavam demasiado próximos
para que eu pudesse
fugir do inevitável beijo.

teus lábios carnudos,
[inseguro?]
entre jovens e maduros,
sopravam sobre mim
a frescura dos jardins
e brincavam de sorver
da minha pele
um banquete de delícias.

suas mãos indomáveis
[e gentis]
não sabiam parar quietas,
ou se sabiam, não queriam!
e, indefesa e deslumbrada,
eu vi esses dedos hipnóticos,
[irresistíveis]
caminharem sobre mim
como quem descobre
um mundo novo.

rendida ao teu fascínio
e tu ao meu,
deixei-me ir,
para lá
de todos os horizontes.
bebi de ti
e tu de mim
o sagrado néctar dos deuses.

e num altar de estrelas
fizemos nosso leito
onde, por fim,
em total aceitação,
nos rendemos
ao apelo do corpo
da pele,
do sangue,
do coração vibrante,
da alma inatingível!

[pura explosão
de mundos!
tantos,
todos]

e quando o dia chegou,
descobriu-nos,
almas entrelaçadas
[amantes]
por fim libertas
das distancias
e fronteiras.


[MENDONÇA, Silvia]
[30/05/2011]
[Foto: Web]

DECISÃO...



o bilhete na última gaveta
o tempo no sétimo degrau
próximo ao segundo andar
madeira estala sob os pés
esconderijo de um tempo
que me mantém fechada
armada em tréguas
na batalha do ódio
que sobe a escada
arrasta os móveis
derruba os retratos
tranca a porta
atira fora a chave
pela janela, o corpo...

[Silvia Mendonça]
[Publicado no Recanto das Letras em 21/06/2011
Código do texto: T3048804]
[Foto: Web]

Amor e distância/ Poema MIL.


http://perlbal.hi-pi.com/blog-images/691698/mn/128915343789.jpg

Amor e distância  


Foi tanto amor vivido 
Tanto sentimento dedicado 
Agradecimento por tê-los conhecido 
Entraram e saíram de minha vida 
Partiram para os seus destinos 
Estranho é o amor quando sublima 
Faz no sofrer da distância 
Buscar tantas alternativas 
Novos rumos e estimas 
De tanto sentir a falta 
Gritar seus nomes e bem alto 
Esgotaram-se os lamentos 
Fez-se luz e o tormento 
Da saudade que clama e fala 
Transforma-se em encantamento 
Sentir na distância a presença 
A aura do amor que exala 
Quando os corações estão em uníssono 
E assim do maior amor sentido 
E de todas as despedidas 
Fica uma lição de vida 
Amar não necessita de presença 
Existe dentro de nós para sempre 
E nos encontramos na aliança 
De nossas almas 
Quando unidos em pensamento! 
O amor verdadeiro tudo suporta 
E ama na distância! 


Maria Iraci Leal/MIL 
POA/RS/Brasil 
29/03/2012
Direitos Reservados

terça-feira, 27 de março de 2012

Matei o amor solidão/ Poema MIL.


























Matei o amor solidão 


Triste não? Jamais me deixaste! 
De que é feito uma pessoa 
que partindo jamais abandona 
E que amando jamais se entrega 
Espera no outro, jamais se compromete 
Afinal queres voltar? Pra quem? 
Quem buscas há muito não existe 
Morreu, desintegrou-se 
Em mil pedaços pelo açoite 
Pela falta do beijo 
Feneceu como flor pisoteada 
Sangrada em cada punhalada 
E já faz tanto tempo! 
Triste não? Jamais me deixaste! 
Sempre em volta, buscando velhas fantasias 
As promessas de sermos felizes para sempre 
Como se fosse possível  
O amor sem presença, afeto e entendimento... 
Queres voltar? Como se nunca partiste? 
Sempre em volta assistindo o castigo 
Esperando o momento certo 
De entrar e dar o bote 
Na tua certeza do amor inconteste 
Se não sabes eu te digo: O amor morre... 
Nenhum amor resiste sem abraço 
O tempo passou e passou, você não mudou 
Mas há muito tempo quem mudou fui eu  
Matei o amor solidão 
Deixei de viver na contramão 
Morri de vez para enfim renascer 
Quem buscas não mais existe 
É a sua vez de partir definitivamente! 
De que é feito um homem 
que partindo jamais abandona 
E que amando jamais se entrega 
Espera no outro 
E jamais se compromete? 


Maria Iraci Leal/MIL 
POA/RS/Brasil 
27/03/2012 
Direitos Reservados 
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sábado, 24 de março de 2012

TÃO CEDO | Flickr

TÃO CEDO"

PALAVRAS

PALAVRAS | Flickr – Compartilhamento de fotos!: "PALAVRAS"

Oh minha criança/ Poema MIL.


Oh minha criança 


Meu doce anjo que chora 
Está mais do que na hora 
De que o mundo te revisite 
E a indiferença que existe 
Aos sofrimentos e absurdos 
Deixe de lado o escárnio 
Com suas reles moedas atiradas 
Ás tuas mãos mal lavadas 
Enquanto te arrastas pelas calçadas 
Dormem bichanos entre bordados e almofadas  
Oh minha criança que chora 
Vivendo de esmolas e sem escola 
Triste é o teu padecer 
Pelas ruas sendo abusada 
Ignorada e maltratada 
Deixada para morrer! 
Apontam os culpados 
Mas por menos que seja 
Não há quem deseje 
Deixar dos seus bordados 
Livrar-se dos seus alinhavos 
Dar um pouco de si ao necessitado! 
Bem... Do amanhã não se sabe 
Mas tudo pode mudar de lado! 


Maria Iraci Leal/MIL 
23/03/2012
POA/RS/Brasil
Direitos Reservados

quinta-feira, 22 de março de 2012

AUSENTE

AUSENTE

SEMPRE

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<a href="http://www.flickr.com/photos/42503421@N03/7005096955/" title="SEMPRE por amigos do poeta, no Flickr"><img src="http://farm8.staticflickr.com/7258/7005096955_e8777024a8_z.jpg" width="640" height="621" alt="SEMPRE"></a>

O semeador/ Enlace MEL @ MIL.


O semeador 
Somos os resultados destas e tantas 
Vidas vividas no afã de sómente evoluir 
Que ao despertar cada vez maior da consciência 
Sente e vislumbra cada vez mais a luz do amor 
No despertar desta consciência intenta 
Reconstruir o tempo perdido e só fluir 
O amanhecer de esperanças santas 
A compreensão constante 
A doação inconteste 
Encobertas do mais puro amor 
Encontrado em todos os lugares 
Siga sempre, vá em frente, fé 
Não olhe pra trás 
Existem estradas a se semear 
És agora o sómente semeador 
Não te detenhas, anda, caminha 
Não te detenhas em coisas ou lugares 
Caminha de encontro ás pessoas 
Apaziguando com pura ternura 
A dor de teu irmão sofredor! 
Ajudando a reconstruir vidas 
Construindo um mundo melhor! 


Mariza Estela Leal/MEL 
Maria Iraci Leal/MIL 
POA/RS/Brasil 
21/032012

quarta-feira, 21 de março de 2012

Aquele que Assombra

Quando a luz se apaga,
és tu a minha presa.
Começo minha saga,
vejo-te com clareza.

Sou fantasma que vaga
no frio da escuridão...
Eu cobro a justa paga
por tua oculta podridão.

Sou a dor que te esmaga,
e te aperta o coração.
Espetarei com minha adaga
quem ousar dar-te a mão.

Não ha como escapar,
Sou a culpa que atormenta.
Se tentares barganhar
Tua punição aumenta.

Conheço tua maldade,
no espelho estarei,
refletindo a verdade,
teus crimes acusarei.

Sou a angustia que pesa,
sou o motivo da tua reza...
Sou fogo que te queima...
Sou a besta do inferno,
Que tu mesmo criaste.

Se quiseres saber,
a graça do teu carrasco,
cá entre os homens
meu nome é REMORSO



Hugo Roberto Bher
#O Poeta do Escuro

APENAS UM MINUTO | Flickr – Compartilhamento de fotos!

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terça-feira, 20 de março de 2012

“Estou voltando...” (Um conto africano).

Um jovem angolano caminhava solitário pela praia. Parou por alguns instantes para agradecer aos deuses por aquele momento milagroso: o deslumbramento de sua terra natal. O silêncio o fez adormecer em seu âmago, despertando inesperadamente com o bater das ondas sobre as pedras. De repente, surgiram das matas homens estranhos e pálidos que o agarraram e o acorrentaram. Sua coragem e o medo travaram naquele momento uma longa batalha... 

Ele chamou pelos seus pais e clamou pelo seu Deus. Mas ninguém o ouviu. Subitamente mais e mais rostos estranhos e pálidos se uniram para rirem de sua humilhação. Vendo que não havia saída, o jovem angolano atacou um deles, mas foi impedido por um golpe. Tudo se transformou em trevas.

Um balanço interminável o fez despertar dentro do estômago de uma criatura. Ainda zonzo, ele notou a presença de guerreiros de outras tribos. Todos se demonstraram incrédulos sobre o que estava acontecendo. Seus olhos cheios de medo indagavam. 
Passos e risos de seus algozes foram ouvidos acima. Durante a viagem muitos guerreiros morreram, sendo seus corpos lançados ao mar. Dias depois, já em terra firme, ele é tratado e vendido como um animal. 

Com o coração cheio de “banzo” ele e outros negros foram levados para um engenho bem longe dali. Foram recebidos pelo proprietário e pelo feitor que, com o estalar do seu chicote não precisou expressar uma só palavra.  Um dia, em meio ao trabalho, o jovem angolano fugiu. Mas não foi muito longe; foi capturado por um capitão do mato. Como castigo foi levado ao tronco onde recebeu não duas, mas cinqüenta chibatadas. Seu sangue se uniu ao solo bastardo que não o viu nascer.

Os anos se passaram, mas a sua sede por liberdade era insaciável. Várias vezes foi testemunha dos maus tratos que o senhor aplicava sobre as negras, obrigando-as a se entregarem. Quando uma recusava era imediatamente açoitada pelo seu atrevimento. A Sinhá, desonrada, vingava-se sobre uma delas, mandando que lhe cortassem os mamilos para que não pudesse aleitar. O jovem angolano não suportando mais aquilo fugiu novamente. No meio do caminho encontrou outros negros fugidos que o conduziram ao topo de uma colina onde uma aldeia fortificada – um quilombo – estava sendo mantida e protegida por escravos.

Ali ele aprendeu a manejar armas e, principalmente a ensinar as crianças o valor da cultura africana. Também foi ali que conheceu a sua esposa, a mãe de seu filho. Com o menino nos braços, ele o ergue diante as estrelas mostrando-o a Olorum, o deus supremo...    Surgem novos rostos, estranhos e pálidos, mas de coração puro, os abolicionistas. Eram pessoas que há anos vinham lutando pelo fim do cativeiro. 

Suas pressões surtiram efeito. Leis começaram a vigorar, embora lentamente, para o fim da escravatura: A Lei Eusébio Queiroz; a do Ventre-Livre, a do Sexagenário e, finalmente, a Lei Áurea. A juventude se foi. O velho angolano agora observa seus netos correndo livremente pelos campos. Aprenderam com o pai a zelarem pelas velhas tradições e andarem de cabeça erguida. 

Um dia o velho ouviu o clamor do seu coração: com dificuldade caminhou solitário até a praia. Olhou compenetrado para o horizonte. Agora podia ouvir as vozes de seus pais sendo trazidas pelas ondas do mar.
A noite caiu cobrindo o velho angolano com o seu manto... Os tambores se calaram... No coração do silêncio suas palavras lentamente ecoaram: “Estou voltando... Estou voltando...”

***************************************************************
*Agamenon Troyan






DESPERTANDO A IMPACIÊNCIA




            Um senhor, que não havia ajustado seu despertador, colocou-o sobre uma cadeira, para que pudesse despertá-lo no final da madrugada. Ele acabou perdendo a hora tendo que sair às pressas. Deixou o pobre e desolado despertador sobre aquela superfície insegura. Com o passar do tempo, este foi perdendo a paciência, devido ao “chá de cadeira” que estava tomando.
            Por incrível que pareça o seu temperamento explosivo era motivo de chacotas: Dependendo dos seus ponteiros demonstrava ora um sorriso aberto: (13h: 45 min), ora um semblante fechado: (17h: 40 min). A cadeira, sempre tímida e de “pernas abertas” começou a matutar quanto aquele folgado ficaria ela. Criou coragem e perguntou sarcasticamente:
            – Escute aqui: será que “você não se enxerga”, não hein?
            Com muita paciência ele respondeu:
            – Fique tranqüila; daqui a pouco vou colocar a boca no trombone... Vou incomodar todo o mundo! Tenha calma; em breve sairei.
            –Acho bom mesmo! Sou uma cadeira de respeito. Disse ela.
Quando os ponteiros marcaram 4 horas, o relógio começou a falar mal de deus e todo o mundo. Nisso entra no quarto o filhinho de quatro anos. Ele, inocentemente segura o despertador pela alça e o arremete contra o chão, despedaçando-o completamente.
            A cadeira não se conteve e começou a rir às pregas despregadas. O menino – muito curioso – acabou subindo sobre ela. O pirralho não parava quieto. Era um tal de sobe e desce que não acabava mais.
            Então ela tomou uma decisão drástica: Quando o fedelho subiu novamente, ela gingou de tal maneira que ambos acabaram caindo. O menino se pôs a chorar como se tivesse visto um fantasma.
            Sua mãe entrou no quarto e viu a desordem montada. Não podia acreditar que seu filho tinha acabado de destruir o relógio. Como não estava a costumada a bater nele, ela descontou sua fúria sobre a pobre cadeira. A dona da casa segurou-a pelo encosto, e jogou-a contra a parede, transformando-a em um monte de madeira inútil. A dona retirou-se dali levando o menino consigo. No silêncio daquele quarto dois objetos silenciosamente moribundos se acusam. 


De: Agamenon Troyan
machadocultural@gmail.com

segunda-feira, 19 de março de 2012

O JULGAMENTO DA HUMANIDADE

O julgamento da humanidade


            A inocência, a sabedoria, a esperança e a fé reuniram-se pela última vez. Em pauta: o julgamento da humanidade. Todas chegaram à conclusão de que deveriam abandonar o homem e deixá-lo entregue a própria sorte.
            A inocência afirmou:
            – O homem sempre soube o que estava fazendo e nunca se responsabilizou por suas barbáries!
            A sabedoria enumerou algumas causas que levaram o homem ao seu desfecho:
            – Ao descobrir o fogo, o homem sentenciou sua própria existência. Aprendeu a controlar o elemento que o tornaria senhor entre as criaturas. Entretanto, ele usou arbitrariamente (armas atômicas) contra o seu irmão!
            A esperança que estava ao lado da fé desabafou:
            – E essa criatura que denomina-se “racional” sempre foi incapaz de enxergar a si próprio e ao seu semelhante.
            E continuou:
            – Até eu mesma senti que não lhe restava mais esperança!
            A , que até aquele momento se encontrava calada, levantou-se. Convidou a todas para irem até o jardim onde revelaria o seu ponto de vista:
            – Quando o homem ainda engatinhava, você o amava, inocência. Contudo, não lhe foi fiel quando ele desviou para o caminho do mal.
  Concluiu:
            – E você, sabedoria o encheu de novas descobertas e curas. Agora que a criação se rebelou, você a acusa?
            – Quanto a você, esperança, sua culpa lhe cai em dobro, pois vivia alimentando-o com falsas promessas.
             Todas estavam cabisbaixas ao perceberem sua parcela de culpa. Subitamente elas perguntaram-lhe uníssonas:
            – E quanto a você... Qual a sua parcela de culpa?
            Com a voz embargada a fé respondeu:
            – “A fé remove montanhas...”. Infelizmente a humanidade me outorgou uma missão, que até hoje eu nunca pude cumprir...



*Agamenon Troyan

AMIGOS DO POETA: SLIDE SHOW AMIGOS DO POETA

AMIGOS DO POETA: SLIDE SHOW AMIGOS DO POETA

VESTIDA PARA DORMIR | Flickr – Compartilhamento de fotos!

VESTIDA PARA DORMIR | Flickr – Compartilhamento de fotos!: "VESTIDA PARA DORMIR"

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domingo, 18 de março de 2012

EM TUAS MÃOS | Flickr – Compartilhamento de fotos!

EM TUAS MÃOS

SONHOS

SONHOS"

VEM | Flickr – Compartilhamento de fotos!

VEM | Flickr – Compartilhamento de fotos!: "VEM"

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PALAVRAS | Flickr – Compartilhamento de fotos!

PALAVRAS | Flickr – Compartilhamento de fotos!: "PALAVRAS"

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sou gordinha | Flickr –

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VONTADE DE BRINCAR


Excitada,
Ainda lembro das brincadeiras silenciosas
Dos domingos de manhã
Enquanto todos dormiam
E passiva, tu me bolinavas
Não podia fugir sem quebrar o silencio
Não queria fugir pra não quebrar o brinquedo
E seu toque cada vez mais ousado
Atrevido e excitado
Teu corpo tocava o meu
Insistente e duramente
Enquanto ia e vinha; se fingindo distraído
Meu corpo cada vez mais interessado
Não devias, não podias,
E eu não devia gostar
Aquilo ainda mais me excitava
Torcia pra ninguém aparecer
Pra sutilmente me oferecer
Brincando de faz de conta
Brincava eu de não querer
E você de não notar
Mas o esconde-esconder o dia todo durava
Nas esquinas da casa
Na cozinha; enquanto todos sala faziam
Na sala; enquanto todos se distraiam
Brincadeira libidinosa
Por isso mesmo perigosa
E por proibida escolhida
Um dia ainda deixo tu me pegar
Enquanto excitada, nas brincadeiras eu pensar
Que vontade!!!
Vera Celms

sábado, 17 de março de 2012

Olho as nossas mãos... Poema MIL.


Olho as nossas mãos... 


Olho as nossas mãos 
Bonitas, feias ou cansadas 
Não importa...  
Mãos tão capazes de tudo 
Se Deus as conduz 
São mãos de beatitude 
Chegam para afagar 
Derramar a divina luz 
Espalhar amor e paz 
Olho as nossas mãos 
Se bonitas, feias ou cansadas 
Não importa  
Podem tocar espargir 
Irradiar como um sol 
Conduzir á felicidade 
São capazes de tudo 
Podem mudar o mundo 
Semear o bem, afastar o mal 
Transmitir a fraternidade! 


Maria Iraci Leal/MIL 
17/03/2012 
POA/RS/Brasil 
Direitos reservados

sexta-feira, 16 de março de 2012

Leva-me contigo! Poema MIL.


Leva-me contigo! 


No coração te levo 
Esquecer-te não posso 
Leva-me contigo ainda 
Antes que tudo termine 
Não haja mais tempo 
Tudo vire passado 
Leva-me mais uma vez 
Olhar o brilho das estrelas 
O encanto da madrugada 
O cheiro da relva molhada 
Aos nossos velhos sonhos 
Todos nossos momentos 
De tanto sentimento 
Leva-me mais uma vez 
E talvez, quem sabe? 
Haja futuro, haja vida 
Neste amor que resiste 
Na chama que ainda existe 
E nem tudo esteja perdido 
Leva-me contigo! 


Maria Iraci Leal_MIL
20/05/2011
POA/RS/Brasil
Direitos reservados

Rosa negra/ Poema MIL.


http://ts1.mm.bing.net/th?id=HN.608030230963686194&pid=1.7

Rosa negra
  
Rosa que chega  
negra de todo 
Quem sabe  
deseje a má sorte 
Ou veladamente 
revele o corvo 
Que nas sombras 
astuto se move 
E espera  
por alguém na morte 
Rosas negras  
são tristes recados 
Mensagens perdidas 
e obscuras 
Que se arrastam  
amorfas e taciturnas  
Sem vida e sem cor 
Rosa negra de todo 
Levando a dor  
para o mundo! 


Maria Iraci Leal/MIL 
29/02/2012 
POA/RS/Brasil

SOU JARDIM

SOU JARDIM

TRANSPARENTE

TRANSPARENTE

quinta-feira, 15 de março de 2012

Alma perfumada/ Poema MIL.


Alma perfumada


Atrás das flores 
há sempre uma alma perfumada 
Meiga e doce 
Que acalenta com palavras 
Por onde passa esparge 
Vibra alegria, amor e paz 
Por onde passa cobre 
de carinho, beijos e abraços 
Ás dores compreende 
Segue sempre ao seu lado 
Atrás das flores 
há sempre uma alma perfumada! 


Maria Iraci Leal/MIL 
15/03/2012 
POA/RS/Brasil
Direitos Reservados

DE AMOR

DE AMOR



DE AMOR
Desvia-se da ausência 
não me falas da noite 
e eu trago-te o dia
Palavras despidas no corpo 
em nosso dia a dia 
em confidências
quero te falar de amor
Sim eu sei andavas 
gravida de mim 
gravida de amor.
Nasci agora 
quando te encontrei
 só quero te falar de amor
ANDRE RUIZ

CHUVAS DE VERÃO/ VERA CELMS @ MIL


CHUVAS DE VERÃO

Entre as flores do jardim,  
enevoado de sono perfumado,  
brinca o vento despreocupado 
a tudo tirando do lugar, 
Com as negras nuvens que o atiçam 
É a chuva que cochicha baixinho 
Estou chegando, já estou indo 
Apressando o vento inconsequente 
Que se antecipa, 
vem correndo pra avisar a toda gente 
que com a chuva pode vir enchente... 


Vera Celms 
São Paulo/SP/Brasil 
27/01/2012 


Farfalham folhas e restos de flores, 
acariciados e refrescados pelo vento. 
No tapete florido se agitam faceiros. 
Uma trégua do calor intenso.  
Tremulam árvores sedentas,  
batem portas e janelas.  
É tempestade que chega.  
Vem chuvarada após calor intenso. 
Vai despencar água e vem enxurrada! 


Maria Iraci Leal/MIL
POA/RS/Brasil 
13/03/2012



quarta-feira, 14 de março de 2012

BELO DIA DA POESIA




MOR

É no dia da poesia
A melodia atesta.
 Que o poeta desafia
Logo naquela festa.

Naquele rimado canto
Com juras de amor.
Da jura aquele encanto
No recanto do calor.

Cada verso é um pedido
Num ritmo compassado.
O convitepoesia a  oferecido
Um coração acelerado.

Um encontro vai ser marcado
Da poesia a alegria.
Para o dia ser festejado
A festa daquele dia.

São José/SC, 13 de março de 2.012.

ONTEM |

ONTEM


ONTEM
Ontem, quase agora amei
me apaixonei por alguém.
Alguém distante de mim
entendo que existo.
És um sonho que vivo
diálogos no olhar
nem um cheiro, um toque,
um beijo roubado.
Rabisquei alguns sonhos
só para te fazer feliz
alguém distante de mim
ontem, quase agora
te amo!!!!
ANDRE RUIZ

CURA

CURA"

terça-feira, 13 de março de 2012

SOLEIRA

SOLEIRA




SOLEIRA
Inocente repousastes
na soleira do meu olhar
apropriação sinistra
caso de magia certamente
Em teu falar ao som da tua voz
minhas pálpebras
responderam docemente
tudo e tão claro transparente
meu olhar vazio
que se encheu de vida
ao ver você chegar
A soleira do meu olhar
iluminou-se
com a tua imensidão.
Já não há mais pressa
nos meus olhos.
ANDRE RUIZ

OVERDOSE | Flickr – Compartilhamento de fotos!

OVERDOSE"OVERDOSE
Esse vicio 
overdose de amor
escorrem pelos dedos 
prisioneiros da tristeza.
As mãos essa abandone-as
aspiro em estar contigo 
em um dever desconhecido
querer sem fim
amando te amando em paz
Sem teu existir 
eu não sobrevivo
overdose de amor
ANDRE RUIZ


MIGALHAS E LAGRIMAS

MIGALHAS E LAGRIMAS

DEVORA | Flickr – Compartilhamento de fotos!

DEVORA | Flickr – Compartilhamento de fotos!: "DEVORA"

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